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C6 Bank: INSS suspende empréstimos consignados e cobra R$ 300 milhões a aposentados; entenda

17 mar 2026, 9:05 - atualizado em 17 mar 2026, 9:05
C6 Bank
(Imagem: Facebook/c6Bank)

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) decidiu suspender a concessão de novos empréstimos consignados do C6 Bank, tendo em vista irregularidades identificadas nos contratos da instituição com aposentados pela Previdência Social. Essa modalidade de empréstimo prevê o desconto automático diretamente do benefício do INSS.

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Além da suspensão, o órgão pede a devolução de R$ 300 milhões a segurados, após a Controladoria-Geral da União (CGU) identificar ao menos 320 mil contratos de consignados que vinham com seguros e pacotes de serviços embutidos. A operação configurava uma espécie de venda casada que reduzia o valor realmente acessado pelo segurado.

A conclusão de auditores do CGU é de que se trata de uma irregularidade grave, justamente por impactar no valor líquido disponibilizado ao segurado. O INSS veta aa inclusão de custos extras que não tenham relação com os empréstimos.

Para retomar a concessão de empréstimos consignados, o C6 Bank deverá restituir os valores cobrados indevidamente.

Em nota enviada ao Money Times, o C6 afirma que discorda integralmente da interpretação do INSS e vai buscar seu direito de defesa na esfera judicial. De acordo com a instituição, não houve a prática de nenhuma irregularidade e todas as normas vigentes são seguidas.

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“O banco esclarece que a contratação do consignado nunca esteve condicionada à compra de nenhum outro produto e que não desconta parcelas mensais referentes à contratação de pacote de benefícios”, diz o C6.

Irregularidades do C6 Bank

Para realizar a venda do produto e descontar as parcelas de consignados diretamente na conta dos aposentados pelo INSS, o C6 Bank mantinha um acordo de cooperação técnica com o órgão. Houve rescisão do termo órgão como parte da penalidade.

A apuração do CGU indicou que o banco embutiu indevidamente um seguro de R$ 500 em meio ao contrato de consignados. O serviço é fornecido por uma seguradora do JP Morgan, que é acionista de pouco menos da metade do C6.

Dados obtidos pela Lei de Acesso à Informação mostram que, entre 2020 e 2025, o C6 faturou R$ 20 bilhões com créditos consignados. No primeiro ano, quando entrou para esse mercado criando o C6 Consig, tinha 514 clientes. Em 2025, já tinha uma carteira de 3,3 milhões de consignados.

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*Com Estadão Conteúdo

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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