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C&A (CEAB3): Itaú BBA vê ação ‘irracionalmente barata’ e calcula potencial de alta de 103%

24 jun 2026, 13:16 - atualizado em 24 jun 2026, 13:16
C&A
(Imagem: BalkansCat/iStock)

As ações da C&A (CEAB3) são o destaque positivo do Ibovespa (IBOV) no pregão desta quarta-feira (24), em um dia negativo para o principal índice da Bolsa brasileira. O movimento é apoiado por relatório do Itaú BBA que reitera classificação outperform (equivalente a compra) e preço-alvo de R$ 20 para a ação.

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O preço implica em um potencial de alta de 103,9% ante o preço atual. Na visão da equipe de analistas liderada por Rodrigo Gastim, o papel está "irracionalmente" barato.

Por volta de 13h05 (horário de Brasília), as ações CEAB3 lideravam a ponta positiva do Ibovespa com avanço de 6,22%, cotadas a R$ 10,42. Acompanhe o tempo real.



Para o Itaú BBA, as ações brasileiras têm se tornado cada vez mais "disfuncionais" nos últimos tempos, dado que os debates sobre valuation figuram em segundo plano, enquanto os preços são impactados por fatores de momentum de curtíssimo prazo e técnicos, capazes de desencadear altas ou movimentos de recompra forçada (short squeezes).

"O cenário macroeconômico incerto, agravado pelo pessimismo em relação à curva de juros, reforça essa percepção, levando os investidores a uma maior aversão ao risco e afetando desproporcionalmente as ações do setor varejista", ponderam os analistas.

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Mesmo considerando esses pontos, a leitura da casa é que a movimentação do preço das ações de C&A parecem altamente irracional.

Os analistas reconhecem a existência de uma pressão vendedora (overhang) decorrente de possíveis novas vendas de participação pelo acionista controlador, que ainda detém cerca de 30% da companhia. No entanto, uma combinação de fatores sustentam a visão de que varejista de vestuário é uma das poucas ações capazes de gerar retorno mesmo em um cenário mais adverso para consumo e atividade econômica.

Para essa leitura, o BBA considera que as ações CEAB3 negociam a 5,6 vezes e 5,1 vezes o P/L (preço sobre lucro) estimado para 2026 e 2027 respectivamente, além de um rendimento de fluxo de caixa livre ao acionista (FCFE) de 14%.

Somado a isso, os analistas estimam que cerca de 50% do programa de recompra de ações da companhia já teria sido executado. A varejista também conta com um sólido momento operacional, que provavelmente levará a revisões positivas nos números após o segundo trimestre de 2026.

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"A C&A é nossa principal escolha (Top Pick), negociando com desconto de 35% em relação à Lojas Renner (LREN3) — uma diferença que não faz sentido", diz o BBA.

Otimismo para o segundo trimestre do ano

A C&A registrou no quarto trimestre um desempenho fraco, com impacto negativo da coleção de verão e problemas na execução do fechamento do ano. Esse momento levantou preocupações sobre a tese estrutural e levaram à uma forte desvalorização das ações.

No entanto, já no primeiro trimestre de 2026 os resultados vieram mais fortes, e a expectativa do Itaú BBA é que o segundo trimestre deste seja ainda melhor, reforçando que a fraqueza do fim de 2025 foi pontual.

"Apesar de uma base comparável muito difícil de 17% no segundo trimestre de 2025, acreditamos que as vendas em mesmas lojas (SSS) do segmento de vestuário devem se manter estáveis em relação aos 4,8% do primeiro trimestre, o que implica um crescimento acumulado de 23% nos últimos dois anos", ponderam os analistas.

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A expectativa é que o resultado do segundo trimestre de 2026 leve a revisões significativas para cima nas projeções de receita para o segundo semestre do ano, já que o BBA avalia que o consenso ainda considera um crescimento acumulado de aproximadamente 10% nos últimos dois anos

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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