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Cacau despenca para nova mínima de dois anos e meio

18 fev 2026, 17:11 - atualizado em 18 fev 2026, 17:11
Cacau café (2) (1)
(iStock.com/bluebird13)

Os preços mundiais do cacau despencaram nesta quarta-feira (18), recuando até 10% em determinado momento, atingindo novas mínimas em dois anos e meio, em meio a rumores de um acúmulo crescente de estoques não vendidos na Costa do Marfim, maior produtora mundial.

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Os comerciantes citaram rumores de que os armazéns de cacau na Costa do Marfim estão transbordando de grãos e que filas de caminhões não podem ser descarregadas porque muito pouco do ingrediente do chocolate está sendo exportado.

“(Os compradores industriais estão) gradualmente voltando ao mercado, mas (eles) não conseguem oferecer apoio suficiente”, disse um corretor.

Os futuros do cacau de Londres na bolsa ICE, usados como referência para precificar o cacau em todo o mundo, caíram para o menor nível desde meados de 2023, a 2.234 libras por tonelada métrica no início da sessão. O contrato fechou em queda de 165 libras, ou 6,7%, a 2.308 libras por tonelada.

Os futuros do cacau em Nova York atingiram seu nível mais baixo desde meados de 2023, a US$3.189 por tonelada, antes de se recuperarem parcialmente e fecharem a US$3.314/tonelada, ainda com queda de 4,4%.

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A Costa do Marfim está considerando reduzir o preço garantido pago aos produtores de cacau, disseram fontes à Reuters, embora o órgão regulador do cacau do país tenha dito esta semana que manteria o preço inalterado até o final da safra principal, em 30 de março.

Gana, o segundo maior produtor mundial de cacau, reduziu na semana passada em um terço o preço garantido aos produtores, numa tentativa de relançar as vendas e obter dinheiro para os produtores que afirmam não receber pagamentos desde novembro.

O Rabobank afirmou que o mercado está “desprovido de um catalisador de alta no curto prazo”, observando que os estoques da bolsa ICE estão aumentando, enquanto o clima na África Ocidental continua favorável, o que é um bom presságio para a safra.

Em outras commodities, o café arábica subiu 0,7%, para US$2,8515 por libra-peso, após fechar em queda de 5,1% na terça-feira, enquanto o café robusta ganhou 1,8%, para US$3.683 por tonelada, após perder 4,6% no fechamento da terça-feira.

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O açúcar bruto fechou com alta de 0,31 centavo, ou 2,2%, a 14,17 centavos por libra-peso, ampliando sua recuperação da mínima de cinco anos registrada na semana passada, enquanto o açúcar branco ganhou 1,3%, para US$407,90 por tonelada.

A Índia provavelmente produzirá menos açúcar do que o inicialmente estimado, já que as chuvas excessivas nos principais Estados produtores estão resultando em menor rendimento da cana, disseram agricultores e autoridades comerciais à Reuters, limitando as exportações do segundo maior produtor mundial.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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