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Cade aprova venda de usina de geração distribuída da Raízen (RAIZ4) para o Grupo Gera

06 abr 2026, 14:47 - atualizado em 06 abr 2026, 14:47
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(Foto: Divulgação)

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a venda de um ativo de geração distribuída da Raízen (RAIZ4) para o Grupo Gera Energia.

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A operação envolve a aquisição, pela Bio Gera Energia Locações de Máquinas e Equipamentos Industriais, de 100% da Bio Polaris Energia Locações de Máquinas e Equipamentos Industriais II, empresa controlada indiretamente pela Raízen e que atua no segmento de geração distribuída a biogás.

Segundo a Raízen, a transação faz parte de sua estratégia de desinvestimento no segmento de geração distribuída, com o objetivo de concentrar recursos e esforços em seu core business.

Já o Grupo Gera afirmou que a aquisição é estratégica para expandir sua atuação no setor, tanto em mercados onde já opera quanto em novas frentes. A Bio Polaris detém uma central de minigeração movida a biogás.

No ano passado, a Raízen vendeu 55 usinas de geração distribuída, com capacidade instalada de até 142 megawatts-pico (MWp), para a Thopen Energia e o próprio Grupo Gera, em uma operação avaliada em cerca de R$ 600 milhões.

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Mais recentemente, o Cade também aprovou outras transações menores envolvendo ativos remanescentes da companhia no segmento.

Raízen propõe a credores converter 45% de sua dívida em ações

A Raízen, que enfrenta uma recuperação extrajudicial, apresentou aos credores os detalhes de seu plano para reestruturar uma dívida de US$ 12,6 bilhões. A proposta inclui um período de carência de pelo menos cinco anos e prevê a possibilidade de os credores assumirem participação na companhia, segundo informações da agência de notícias Bloomberg.

Segundo a agência, a empresa quer que ao menos 45% da dívida seja revertida em ações, deixando os credores com até 70% das ações ordinárias, considerando o valor de R$ 0,40 por papel.

No cálculo, o plano reduziria a alavancagem da Raízen de 5,3 para 3,5 vezes o Ebtida e poderia até abrir espaço para uma eventual separação entre as unidades de açúcar e etanol dos negócios de distribuição de combustíveis.

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*Com informações do Broadcast

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