Commodities

Café dispara com a redução das vendas do Brasil; açúcar sobe com onda de calor na Europa

01 jul 2026, 18:01 - atualizado em 01 jul 2026, 18:01
açúcar preços commodities exportações
(iStock.com/Natalia_Grabovskaya)

Os preços do café arábica subiram 4,5% nesta quarta-feira (1), com o robusta também registrando fortes altas, já que os operadores e corretores percebem uma interrupção temporária nas vendas de café do Brasil devido a atrasos na colheita causados pelas chuvas.

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Os preços mundiais do açúcar, por sua vez, também subiram, com o açúcar branco atingindo máximas de 9 meses e meio, já que a seca, o estresse térmico e os padrões climáticos do El Niño ameaçam as safras nas principais regiões produtoras de açúcar da Europa e da Ásia.

O café arábica fechou a US$3,090 por libra-peso, após atingir os preços mais altos desde 3 de fevereiro, a US$3,1640, enquanto o café robusta subiu 3,1%, para US$3.771 por tonelada, tendo atingido uma alta de quase quatro meses anteriormente.

“Várias fontes do setor confirmaram que as ofertas de café de alta qualidade nos mercados internos (do Brasil) foram retiradas, com os produtores optando por reter a oferta”, disse o corretor da StoneX, Tomás Araújo.

“Os produtores já não estavam vendendo muito mesmo antes das chuvas, e agora estão ainda mais reticentes”, disse Jonas Ferraresso, agrônomo especializado em café que assessora fazendas no Brasil.

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Ele disse que grande parte do café caiu no chão após as chuvas e que os produtores terão que decidir como lidar com isso nos próximos dias, quando o tempo seco deve retornar à maioria das regiões.

Para as fazendas que utilizam colheita mecanizada, isso representa um desafio, pois recolher esse café do chão exigirá a contratação de colhedores e a realização de um trabalho de colheita totalmente diferente.

“Algumas pessoas podem decidir simplesmente não colher”, disse Ferraresso.

Quanto ao açúcar, o preço do açúcar bruto subiu 1,1% na ICE, para 14,99 centavos por libra, atingindo a maior cotação em seis semanas, enquanto o preço do açúcar branco — o tipo produzido na Europa — subiu 1,7%, para US$482,90 a tonelada, após atingir a maior cotação em nove meses, a US$488,10.

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A Europa vem enfrentando uma onda de calor sem precedentes.

Os meteorologistas alertaram que a beterraba em algumas regiões da Europa murchou e que muitas áreas produtoras de açúcar provavelmente permanecerão excessivamente secas por pelo menos uma semana a dez dias.

“As condições da safra podem se deteriorar ainda mais e as preocupações com perdas significativas de produção continuarão altas”, afirmou a corretora ADMIS.

Em outras commodities agrícolas, o cacau de Londres ficou praticamente inalterado em 3.817 libras por tonelada, enquanto o cacau de Nova York subiu 0,3%, para US$5.092 por tonelada.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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