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Café do DF? Projeto em região de Brasília investe em qualidade para competir com protagonismo do Sudeste

25 jun 2026, 17:10 - atualizado em 25 jun 2026, 17:10
café cacau açúcar
Plantação de café: Projeto no Distrito Federal quer desenvolver a cultura (Foto: Reuters/Juan Carlos Ulate)

Depois da uva e do trigo, o Distrito Federal investe no café para crescer na produção do grão de qualidade. A Fundação de Apoio à Pesquisa do DF (FAPDF) injetou R$ 1 milhão no edital Agro Learning para validar a viabilidade comercial de longo prazo da cultura na região do Cerrado e competir com Sudeste, protagonista global no setor .

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Estimativas da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) indicam que a região possui área de cultivo de café ainda pequena, de menos de 600 hectares, presentes em áreas restritas ao Programa de Assentamento Dirigido do Distrito Federal (PAD-DF), em Planaltina, Brazlândia e Lago Oeste.

Mas a produtividade do café, graças à irrigação, varia de 45 sacas a 60 sacas por hectare, das variedades arábicas como Catuaí e Bourbon. A média nacional brasileira é em torno de 30 sacas por hectare. A qualidade, próximo passo do projeto e dependia do aporte que chega pelo projeto coordenado pela professora Lívia de Lacerda de Oliveira, engenheira de alimentos e docente da Universidade de Brasília (UnB).

O consórcio científico é executado em parceria com a Emater-DF e o Instituto Nacioanl de Meteorologia (Inmet), com conclusão prevista para o final de 2026. A pesquisadora questiona o motivo de a região ainda não conhecer de forma sistemática a identidade desses cafés, considerando que o território já apresenta excelente produtividade.

A pesquisa adota o protocolo internacional da Specialty Coffee Association (SCA), sistema global que baliza os preços dos cafés que pontuam acima de 80 pontos e são comprados por valores maiores do que o da commodity negociada nas bolsas.

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O objetivo é correlacionar a composição dos grãos produzidos em uma altitude superior a 1.000 metros da região do Distrito Federal, fatores que amplia a precificação do produto final.

Lívia de Lacerda explica que o coração do projeto está justamente no cruzamento dos dados de clima, solo, manejo, composição química e avaliação sensorial. O ambiente geográfico do Planalto Central, com inverno seco e alta amplitude térmica, atua como um acelerador de qualidade.

O estresse hídrico controlado faz com que a planta concentre mais sólidos solúveis, gerando uma bebida naturalmente mais doce e complexa.

Indicação Geográfica

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O desdobramento comercial do estudo visa pavimentar o caminho para a criação de Indicação Geográfica (IG) própria e selos de denominação de origem. No mercado internacional, grãos com certificação de origem chegam a registrar ágio superior a 50% em leilões eletrônicos.

Paralelamente, o projeto analisa a elasticidade da demanda e a jornada de decisão do consumidor de alta renda quando exposto a marcas entrantes. A consolidação do Distrito Federal como um polo fornecedor de grande relevância macroeconômica ainda depende da expansão de sua escala e da constância de volume para exportação.

*Sob supervisão de Gustavo Porto

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Juliana Rodrigues é estudante de jornalismo na Unifatecie. Ela atua como estagiária em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.
Juliana Rodrigues é estudante de jornalismo na Unifatecie. Ela atua como estagiária em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.
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