Eleições 2026

Caiado propõe quebrar polarização com anistia para ‘Bolsonaro e todos de 8 de janeiro’ e rechaça ser terceira via: ‘independente’

30 mar 2026, 18:23 - atualizado em 30 mar 2026, 18:23
Ronaldo Caiado fala em evento de confirmação da sua pré-candidatura ao Planalto (Gustavo Porto/Money TImes)

Confirmado como pré-candidato a presidente da República pelo PSD, Ronaldo Caiado garantiu nesta segunda-feira (30) que sua meta será quebrar a polarização entre bolsonarismo e o petismo no País. Ele já tem a receita para isso: a primeira medida, caso eleito, será conceder anistia “ampla geral e irrestrita” em 1º de janeiro de 2027.

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Apesar de adotar o mesmo bordão que pautou a anistia de presos políticos e militares durante a ditadura militar, Caiado, no entanto escolheu um lado dos anistiáveis. Segundo ele, a anistia será direcionada para o ex-presidente Jair Bolsonaro e “todos os de 8 de janeiro” .

“Não acredito que a eleição de 2026 irá encaminhar pelos extremos. Enquanto consideramos que o Brasil vai ficar na dependência das duas posições, vamos nos conformar com o que está. Alimentar a polarização é um atraso enorme”, disse o governador de Goiás em evento do anúncio de sua pré-candidatura, na sede do PSD, em São Paulo.

“Quebrar polarização com anistia ampla geral e irrestrita. Só alimenta a polarização do projeto quando se beneficia dela”, reforçou Caiado. Segundo ele, com a anistia e o fim da polarização, pautas prioritárias como educação, segurança e tecnologia poderão ser discutidas.

Com 3% nas pesquisas e a aposta de que possa ser uma alternativa justamente à polarização personificada nas figuras de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), Caiado rechaçou o rótulo de terceira via. “Sou via independente e da independência, não tem nada a ver com terceira via”.

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Sobre a possibilidade de o Supremo Tribunal Federal (STF) vetar a anistia proposta por ele, já que a Corte foi a responsável pela condenação de Bolsonaro e dos réus de 8 de janeiro, Caiado justificou que a medida estará em seu plano de governo e que sua eleição seria plebiscitária sobre o tema. Ou seja, a aprovação do eleitorado daria, segundo ele, o aval à anistia.

Costa Neto, Eduardo Leite e Romeu Zema

O governador de Goiás manteve o discurso do fim da polarização quando questionado sobre a posição do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, em relação à sua candidatura.

Mais cedo, Costa Neto afirmou que Caiado deveria apoiar Flávio Bolsonaro já no primeiro turno, “pois todos sabem” que o senador e Lula disputarão o segundo turno. “Polarização é um projeto político sustentado por quem vive dele. Cabe a mim romper esse processo, o que dá margem ao debate”, afirmou.

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Caiado evitou conflito com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), preterido pelo partido na sua escolha para disputar a presidência da República. Leite afirmou que a escolha de Caiado representaria justamente a manutenção da polarização.

Sobre o governador gaúcho e colega de partido, Caiado disse que reconhece seus méritos e dificuldades enfrentadas no Rio Grande do Sul, com enchentes e secas durante seu mandato. Mas que Leite não tem a aprovação de, segundo ele, 88% como a obtida em Goiás.

Já em relação ao nome de Romeu Zema (Novo) como um possível candidato a vice na chapa presidencial, Caiado disse que conversou com o governador mineiro e que ele se manteve firme na disputa pelo Planalto.

Tenho um respeito e um carinho enormes por ele. Estive lá e ele disse que, da mesma maneira que saiu para o governo na campanha, vai sair para presidente. Eu estimulo pessoas com essa convicção”, disse.

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Além da anistia aos representantes da direita, Caiado defendeu que a derrota do PT signifique que o partido de Lula “não possa mais voltar a governar” e “não seja opção”, como aconteceu em São Paulo, no Paraná e em Goiás.

Sobre o tema, o governador cutucou Bolsonaro pela derrota em 2022. “Se ganhamos do PT em 2018, não poderíamos ter perdido em 2022. Ganhar do Lula vai ser fácil no segundo turno. Agora, vamos governar e construir um governo para que o PT não seja opção no País”, concluiu.

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Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
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