Caixinhas x cofrinhos: BB ganha espaço na disputa pelo investidor e alcança R$ 1 bi sob gestão
Na disputa cada vez mais acirrada pelo investidor iniciante, o Banco do Brasil alcançou R$ 1 bilhão em saldo no Cofrinho BB e avança sobre um território que, nos últimos anos, passou a ser dominado por bancos digitais, como o Nubank. O movimento reforça a estratégia da instituição de disputar espaço na formação da nova geração de investidores, especialmente os mais jovens.
Criado para permitir aplicações a partir de R$ 0,01, com liquidez diária e sem tarifas adicionais, o Cofrinho direciona os recursos para um fundo de renda fixa simples atrelado à Selic. Segundo o banco, mais de 42% dos investidores da ferramenta têm até 25 anos, evidenciando o foco no rejuvenescimento da base e na atração de clientes desde os primeiros aportes.
A comparação com as fintechs dimensiona o desafio. No Nubank, as “Caixinhas” já acumulavam mais de R$ 15 bilhões somente em 2023 e milhões de usuários ativos, consolidando o modelo como porta de entrada para reservas de curto prazo dentro do próprio aplicativo.
Inicialmente lançado para o público de 8 a 17 anos, o Cofrinho foi expandido ao público geral em maio de 2025 e passou a integrar a jornada digital do banco. A funcionalidade inclui pedidos de contribuição via Pix e integração com a ferramenta Minhas Finanças, ampliando o engajamento e criando potenciais fluxos de recursos para dentro do ecossistema do BB.
Ao atingir o primeiro bilhão, o banco sinaliza que quer mais do que volume: busca capturar relacionamento e potencial de conversão futura para produtos de maior margem, em um mercado onde a batalha começa cada vez mais cedo.
“O resultado demonstra a capacidade de escalar uma solução simples, com alto nível de adoção e potencial de conversão para outros produtos do portfólio do Banco”, avalia Mário Perrone, head de Captação e Investimentos do Banco do Brasil.