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CBA (CBAV3): Ações disparam até 13% com rumores de “interesse árabe” por operação

08 out 2025, 13:42 - atualizado em 11 nov 2025, 16:39
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(Imagem: CBA/Divulgação)

A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA; CBAV3) sobe forte nesta quinta-feira (8) após a circulação de rumores de que a Emirates Global Aluminium (EGA) está interessada em comprar as operações da empresa.

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Os papéis figuram como a maior alta da B3, com salto de mais de 13% nas primeiras horas do pregão. CBAV3, que é negociada fora do Ibovespa (IBOV), encerrou as negociações com avanço de 8,11%, a R$ 4,40. Na máxima intradia, o papel alcançou alta de 13,02%, a R$ 4,60. Acompanhe o Tempo Real. 



Essa também é a segunda sessão de ganhos consecutivos. Ontem, as ações da CBA encerram a sessão com alta de 2,5%, a R$ 4,07, atingindo R$ 2,65 bilhões em valor de mercado.

Com o ganho recente, as ações já acumulam valorização de quase 24% em outubro. 

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Por trás da alta de CBA

Os rumores de interesse na compra da CBA, que produz alumínio de baixo carbono em sete Estados brasileiros, surgiram ontem. Na avaliação dos analistas da XP, o otimismo do mercado tem como pano de fundo a especulação sobre potenciais prêmios de licitação. 

Segundo fontes à Reuters, a EGA, sediada nos Emirados Árabes Unidos, está explorando uma aquisição da companhia.

A EGA, de propriedade conjunta do fundo soberano de Abu Dhabi, Mubadala, e do fundo soberano de Dubai, Investment Corporation of Dubai, está trabalhando com o Morgan Stanley como seu consultor de banco de investimento no possível negócio.

As operações abrangem toda a cadeia de produção de alumínio, desde a mineração e o refino de bauxita até a fundição e a fabricação de diversos produtos de alumínio primário. 

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O processo de venda da CBA, que é controlada pelo conglomerado Votorantim S.A, também atraiu outra gigante do setor: a chinesa Chinalco, segundo o Valor Econômico nesta quarta-feira (8). O grupo Votorantim detém uma participação de 69% na empresa, de acordo com dados da LSEG.

Os analistas da XP relembram, em relatório, que outras gigantes do setor como a Rio Tinto e a Alcoa também já foram ventiladas como possíveis interessadas na transação.

“Observamos que as discussões em torno da potencial venda de controle da CBA tornaram-se mais frequentes no final de agosto de 2025, quando as intenções da empresa de contratar um investidor para seu Projeto Rondon evoluíram para especulações de mercado sobre uma potencial venda do controle, dado o investimento considerável em seu projeto de bauxita — investimentos estimados em aproximadamente US$ 2,5 bilhões”, afirmaram os analistas Lugas Laghi, Guilherme Nippes e Fernanda Urbano, em relatório.

A equipe avalia que, embora o nível de um potencial de prêmio de licitação ainda seja incerto — como própria venda do controle —, as especulações podem fornecer algum “momentum” para as ações.

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A XP tem recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 9 — o que representa um potencial de valorização de 121% sobre o preço de fechamento da última terça-feira (7).

O Money Times procurou a CBA. A companhia afirmou que não vai comentar o tema.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.

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