Resumo: O Ibovespa (IBOV) acompanhou o ritmo de ganhos de Wall Street e a recuperação do petróleo e encerrou a sessão em alta, apesar do impasse da MP da Taxação no Congresso.
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Nesta quarta-feira (8), o principal índice da bolsa brasileira terminou o pregão com avanço de 0,56%,aos 142.145.388 pontos.
No cenário doméstico, a Medida Provisória (MP) 1.303, alternativa ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), continuou a concentrar as atenções.
Com o risco de caducar, a MP foi aprovada ontem (7) pela Comissão Mista do Congresso e ainda precisa passar pelo crivo dos deputados e senadores nesta quarta-feira (8).
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Perto do fechamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “é bobagem colocar isso [a MP] como questão eleitoral”, em entrevista coletiva ao lado do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
No exterior, o mercado acompanhou a ata da mais recente reunião do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA). No documento, os dirigentes concordaram que os riscos para o mercado de trabalho norte-americano aumentaram o suficiente para justificar um corte na taxa de juros
Confira os principais temas do Ibovespa e dos mercados nesta quarta-feira (8) em tempo real:
Ao vivo
19h00
Ibovespa futuro sobe 0,62%, mas não rompe ponto de resistência; minidólar recua
O Ibovespa futuro, ou mini-índice (WINV25), encerrou esta quarta-feira (8) em alta de 0,62%, aos 142.500 pontos, acompanhando o bom humor em Wall Street e a recuperação dos preços do petróleo no exterior.
Segundo análise técnica do BTG Pactual divulgada hoje, para uma eventual retomada da força compradora, será necessário romper as resistências de 143.800 e, em seguida, a de 146.000.
Câmara derruba MP da taxação de aplicações financeiras e impõe derrota ao governo Lula
A Câmara dos Deputados retirou da pauta a Medida Provisória 1303, que unificava em 18% a tributação sobre todas as aplicações financeiras a partir de 1º de janeiro de 2026 e aumentava a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de algumas instituições financeiras.
Foram 251 votos a favor da retirada e 193 contra. Como a MP perde a vigência à meia-noite de hoje, não haverá tempo para análise em outra sessão. Se passasse pela Câmara, a medida também precisaria ser votada hoje pelo Senado.
Setor elétrico: Goldman Sachs inicia cobertura da Auren (AURE3) recomendando compra e da Engie (EGIE3) recomendando venda
O Goldman Sachs iniciou, nesta terça-feira (7), sua cobertura de duas ações do setor brasileiro de geração de energia elétrica: para a Auren (AURE3), o banco americano recomendou compra e para a Engie (EGIE3), venda.
Além disso, no relatório, o time de analistas, encabeçado por Bruno Amorim, também reiterou a Eletrobras (ELET3) como a top pick no setor.
Juros futuros fecham em queda limitada por impasse na aprovação da MP da Taxação
As taxas dos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) fecharam a sessão desta quarta-feira (8) com baixas ante os ajustes da véspera, mas a incerteza em relação à política fiscal do governo Lula limitou o espaço para redução de prêmios na curva.
O governo corre contra o tempo para que o Congresso vote a medida provisória que trata da taxação de aplicações financeiras ainda hoje, o que manteve os investidores em compasso de espera.
Petrobras (PETR4) prevê investimentos de R$ 2,6 bilhões para setor naval e de fertilizantes na Bahia
A Petrobras (PETR4) planeja investimentos de aproximadamente R$2,6 bilhões na Bahia, incluindo encomendas para o setor naval e fábrica de fertilizantes no Estado, afirmou a presidente da petroleira, Magda Chambriard, em coletiva de imprensa nesta quarta-feira.
Dentre os aportes, a maior parte irá para a contratação da construção de seis navios de apoio junto ao Estaleiro Enseada, em Maragogipe (BA). Já para a área de fertilizantes, a petroleira prevê aportar neste ano R$38 milhões para cada uma de suas fábricas de fertilizantes nitrogenados do Nordeste, sendo uma na Bahia e outra em Sergipe.
Misturar votação da MP da taxação de investimentos com eleição é pobreza de espírito, diz Lula
Nesta quarta-feira (8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que contaminar a votação da Medida Provisória 1.303, que trata da taxação de aplicações financeiras, com o clima eleitoral para 2026 é uma “pobreza de espírito”.
O governo corre contra o tempo para destravar a votação da MP, em meio ao que considera “sabotagem” da oposição, de governadores e de que partidos do centrão, que não estariam cumprindo acordos firmados nas negociações por motivos políticos.
Sob pressão, Oncoclínicas (ONCO3) aprova novo aumento de capital bilionário; ação despenca 12% na B3
Em meio a uma série de controvérsias, a Oncoclínicas (ONCO3) conseguiu a aprovação dos acionistas em assembleia realizada nesta quarta-feira (8) para realizar o terceiro aumento de capital no período de dois anos. Após trilhar uma trajetória de expansão, a companhia precisou recalcular a rota do negócio para lidar com dificuldades financeiras.
O aumento de capital irá injetar até R$ 2 bilhões na companhia, com a emissão de até 666.666.667 novas ações, pelo preço de emissão de R$ 3 por ação. A empresa estabeleceu um aumento de capital mínimo de R$ 1 bilhão para a homologação.
Hypera (HYPE3) cai 5%; confira as maiores quedas do Ibovespa nesta quarta-feira (8)
> Hypera (HYPE3): -5,02%, a R$ 20,98
> Brava Energia (BRAV3): -3,10%, a R$ 16,89
> Suzano (SUZB3): -2,17%, a R$ 47,83
> Minerva (BEEF3): -1,79%, a R$ 6,57
> PetroReconcavo (RECV3): -1,61%, a R$ 12,26
17h51
Ultrapar (UGPA3) sobe mais de 5%; confira as maiores altas do Ibovespa desta quarta-feira (8)
Entre as companhias listadas no Ibovespa (IBOV), as ações da Ultrapar (UGPA3) lideraram os ganhos do índice, beneficiadas por um movimento técnico. Apesar do avanço, a companhia acumula queda de mais de 1% no mês.
O destaque entre as altas, porém, foi B3 (B3SA3). Os papéis da operadora da bolsa brasileira subiram mais de 3% com melhora no fluxo de capital.
Confira as maiores altas do Ibovespa desta quarta-feira (8):
> Ultrapar (UGPA3): +5,54%, a R$ 21,70
> B3 (B3SA3): +3,43%, a R$ 12,66
> BTG Pactual (BPCA11): +3,04%, a R$ 47,44
> RD Saúde (RADL3): +2,87%, a R$ 19,01
> Eneva (ENEV3): +2,43%, a R$ 16,47
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17h45
>> Governo exonera Sabino, Fufuca e Silvio Costa para votação da MP do IOF
17h34
Ibovespa avança com recordes em Wall Street, mas incerteza fiscal limita ganhos; dólar cai a R$ 5,34
O Ibovespa (IBOV) acompanhou o ritmo de ganhos de Wall Street e a recuperação do petróleo e encerrou a sessão em alta, apesar do impasse da MP da Taxação no Congresso.
Nesta quarta-feira (8), o principal índice da bolsa brasileira terminou o pregão com avanço de 0,56%,aos 142.145.388 pontos.
IPCA: Inflação deve voltar a acelerar em setembro, mas choque tende a ser temporário
A inflação brasileira deve voltar a acelerar em setembro, pressionada pela reversão do desconto na tarifa de energia com o fim do bônus de Itaipu.
O arrefecimento da deflação de alimentos e do preço de automóveis novos — beneficiados anteriormente pela isenção de imposto sobre produtos industrializados (IPI) no âmbito do programa carro sustentável — também devem contribuir para a alta.
O Ibovespa fechou a quarta-feira (08) em baixa de 0,47%, aos 142.015,25 pontos, de acordo com dados preliminares da B3.
17h09
Cortes da Selic devem começar só em março de 2026, diz Megale, da XP Investimentos
A XP Investimentos adiou sua projeção para o início do ciclo de cortes da Selic de janeiro para março de 2026. A decisão, segundo o economista-chefe Caio Megale, reflete uma leitura de que o Banco Central (BC) deve adotar uma postura mais cautelosa diante do aumento dos riscos inflacionários e da comunicação dura.
Megale destaca que, embora o cenário econômico siga evoluindo — com inflaçãoe expectativas em queda, real fortalecido e atividade em desaceleração —, alguns fatores sugerem que o BC poderá prolongar a pausa monetária.
Dólar tem leve queda e fecha a R$ 5,34 com ata do Fed e MP da Taxação no radar
O dólar teve uma sessão volátil com melhora do apetite a risco no exterior, ata do Federal Reserve (Fed), dados de fluxo de capital e tramitação da MP da Taxação, alternativa às mudanças do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) anunciadas pelo governo no primeiro semestre deste ano.
Nesta quarta-feira (8), o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,3442, com queda de 0,11%.
>> Dólar à vista fecha a R$ 5,3442, com queda de 0,11%
16h40
Ouro renova recorde a US$ 4 mil por onça-troy e já acumula valorização de mais de 50% em 2025
O ouro, considerado um dos ativos mais seguros do mundo, engatou a quarta alta consecutiva e renovou os recordes intradia e de fechamento nesta quarta-feira (8) em meio às incertezas na política e na economia global.
O contrato mais líquido do ouro, com vencimento em dezembro, fechou com avanço de 1,65%, a US$ 4.070,50 por onça-troy na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA. Esse é o novo maior nível nominal de fechamento do metal precioso.
‘Brasil é visto como alto risco’: Executivos destacam desafios para atrair capital estrangeiro
Apesar do potencial em setores como agronegócio, o Brasil ainda é pouco compreendido por investidores internacionais, disse executivos durante o Anbima Global Insights, evento realizado nesta quarta-feira (8) em São Paulo.
David Rincón, responsável pelo desenvolvimento de negócios na América do Sul da Creand Wealth & Securities, afirmou que os estrangeiros têm “sentimentos mistos” em relação ao mercado de capitais brasileiro.
No Money Times, investidores, analistas, gestores e entusiastas do ambiente econômico brasileiro usufruem de textos objetivos e de qualidade que vão ao centro da informação, análise e debate. Buscamos levantar e antecipar discussões importantes para o investidor e dar respostas às questões do momento. Isso faz toda a diferença.
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