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“Celular Ethereum” está em preparação para lançamento

09 jul 2022, 18:00 - atualizado em 08 jul 2022, 15:39
Ethereum Celular Android
O sistema operacional, construído por um grupo de desenvolvedores, buscaráuma integração completa com a Web 3.0 (Imagem: Twitter/Reprodução)

O sistema operacional para celular chamado Ethereum OS, ou EOS, que está sendo construído por uma comunidade de desenvolvedores em blockchain, contará com novos anúncios no dia 14 deste mês. O EOS teve seu sistema beta, ou  inicial, lançado nesta terça-feira (5).

A ideia do projeto é construir — por meio de uma comunidade — um sistema operacional de celular baseado em blockchain e de código aberto, que possibilita a interação entre o usuário da Web 3.0 e a blockchain de forma mais amigável.

Desenvolvedores podem apoiar o projeto propondo mudanças ou atualizações no sistema por meio da comunidade do GitHub — site usado por programadores para “codar”, ou seja, programar.

No documento oficial (whitepaper) do projeto, é dito que o ethOS é “um novo paradigma em sistemas operacionais móveis, onde a camada de sistema subjacente é descentralizado e pode ser governado pela comunidade”.

Para a equipe de desenvolvedores, o ethOS será a ferramenta definitiva para os criadores e exploradores da Web3.

“A Web3 deve atender à experiência mínima do usuário que a Web2 definiu. Infelizmente, a Web2 criou impedimentos centralizados que impedem a Web3 de atingir seu potencial”, diz o documento.

Até que tenhamos um sistema operacional móvel que é tão sem permissão quanto o blockchain, no qual o Web3 é construído, a transformação tecnológica será incompleta, e a economia e a cultura renascimento que a Web3 torna possível, será adiado.

Integrações cripto nativas e de Web 3.0

O sistema operacional ethOS executa um “nó leve” da rede Ethereum (ETH) como um serviço do sistema, o que significa que não armazena todos os dados do blockchain, mas verifica todos os blocos por si mesmo.

“Um cliente Ethereum integrado traz uma camada de abstração e simplifica a configuração no aplicativo, como os desenvolvedores podem simplesmente se conectar a uma API JSON-RPC local de seus aplicativos, e não preocupar com a infra-estrutura a jusante. Além disso, os usuários do ethOS não precisam confiar em um serviço de terceiros (como Infura ou Alchemy) para interagir com o Ethereum blockchain”, diz o documento.

Com os avanços na capacidade de armazenamento, mudar para uma configuração de nó completo se tornará uma opção viável opção, que permitirá um sistema operacional verdadeiramente descentralizado.

Além disso, cada dispositivo ethOS buscará melhorar a descentralização do próprio Ethereum.

Carteira como um cidadão de primeira classe o ethOS contará com suporte robusto para carteiras. O objetivo é habilitar um cripto-ready experiência desde o momento em que o telefone é ligado pela primeira vez.

Além de uma carteira integrada que tem como objetivo ser útil para iniciantes em criptoativos, o ethOS também buscará suportar algumas das carteiras mais populares.

As chaves privadas serão hardware criptografado e armazenado, usando o chip de segurança integrado do dispositivo, sempre que possível.

A conexão de carteiras de terceiros será feita por meio de um protocolo dedicado, onde a autorização de assinatura será adiada para a carteira de origem.

Abstrair a carteira permitirá que os desenvolvedores de aplicativos se concentrem mais no aplicativo funcionalidade e menos na própria infraestrutura web3.

Um “Fork” do Android

Conforme a equipe por trás do EOS, criar ethOS a partir do zero seria um desafio técnico e demorado.

“Por outro lado, construir em cima de um sistema já existente do Android permite focar em recursos específicos de blockchain e expandir o Android apenas quando necessário.”

O LineageOS serve como sistema operacional base. Trata-se do fork Android mais usado e despojado de recursos específicos do Google, o que, segundo a equipe, o torna adequado de um ponto de vista de segurança e perspectiva de privacidade.

O LineageOS é de código aberto e suporta a maioria dos telefones Android.

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Repórter do Crypto Times
Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter do Crypto Times, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.
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Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter do Crypto Times, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.
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