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Nem dividendos e ação barata salvam: Bradesco BBI corta preço-alvo da Cemig (CMIG4); por que pessimismo?

29 set 2026, 15:06
Cemig
(Imagem: Guilherme Dardanhan/ALMG)

O Bradesco BBI cortou o preço-alvo da Cemig (CMIG4) de R$ 15 para R$ 13, mantendo a recomendação neutra. O novo preço ainda implica potencial de alta de 20% e incorpora os resultados recentes da companhia, o balanço de energia da unidade de geração e novos parâmetros regulatórios para a distribuidora e a Gasmig.

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O analista Francisco Navarrete, do BBI, e Ricardo França, da Ágora Investimentos, avalia que, com a ação negociando a uma taxa interna de retorno (TIR) real de 12,3%, há um desconto justificado frente aos pares privados devido ao seu controle estatal.

Apesar das dificuldades de curto prazo na unidade de geração, que está exposta aos preços do mercado à vista, o BBI espera uma recuperação a partir de 2027. Além disso, a revisão tarifária da distribuidora em 2028 deve impulsionar significativamente o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), refletindo os fortes investimentos realizados.

“O cenário base assume a renovação das hidrelétricas pelo regime de cotas, mas uma eventual permissão para renovação com pagamento de outorga e venda de energia no mercado livre representaria um potencial de alta adicional para as ações”, ponderam os analistas.

Na visão da casa, a relação risco/retorno da Cemig é equilibrada no momento.

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Os múltiplos descontados e o atrativo dividend yield (rendimento de dividendo) de aproximadamente 7% oferecem proteção contra quedas, mas os analistas aguardar maior clareza sobre o cenário estadual e a estratégia de renovação das concessões de geração antes de adotar uma postura mais agressiva.

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Dança das cadeiras na Cemig

Em 11 de setembro, a Cemig aprovou a eleição de Marco Aurélio Martins da Costa Vasconcelos para o cargo de presidente da companhia e de Alexandre Ramos Peixoto para a presidência do conselho de administração.

Marco Aurélio Vasconcelos é advogado, com formação pela PUC Minas e especializações em Direito de Empresa e Gestão Empresarial.

Ele atuou em áreas jurídicas, de gestão e de administração pública, com passagem por organizações dos setores de saneamento, mineração e indústria, além do governo de Minas Gerais. Na Copasa, ocupou cargos como procurador-geral jurídico, assessor da presidência e, desde 2022, diretor adjunto jurídico.

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Já Alexandre Ramos Peixoto é engenheiro de carreira da própria Cemig e tem experiência no setor elétrico, com atuação também na Aneel, no Ministério de Minas e Energia e na Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Desde 2023, ele ocupa a presidência do conselho de administração da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Na Cemig, já exerceu os cargos de presidente e de diretor de regulação e relações institucionais.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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