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Cenário para Pão de Açúcar e Carrefour só não é melhor, devido aos rivais regionais

29/06/2020 - 17:36
Grupo Pão de Açúcar
(Imagem: Divulgação/ LinkedIn/ Pão de Açúcar)

Enquanto o coronavírus castiga outros setores do varejo, a venda de alimentos e gêneros de primeira necessidade continua forte, favorecendo o Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) e o Carrefour (CRFB3). O cenário, contudo, poderia ser melhor, não fosse a concorrência de redes regionais.

A avaliação é do BTG Pactual (BPAC11), em relatório assinado por Luiz Guanais e Gabriel Savi. “A competição com atores regionais e a exposição ao formato de hipermercados (que impõe um teto para a expansão da margem) impede uma visão mais otimista no longo prazo”, afirmam os analistas, referindo-se à situação do Pão de Açúcar e do Carrefour.

O cenário se baseia em insights tirados de uma videoconferência, realizada na última semana, com executivos de redes de varejo não-listadas em bolsa.

Participaram da conversa, Ricardo Roldão, presidente da Roldão Atacadista (35 lojas); Victor Leal, Co-CEO da St. Marché (rede de supermercados para consumidores de alta renda, com 19 lojas); e Marcelo Maia, CEO do Dia, focado nas classes C, D e E e com mais de 850 lojas.

Sem mudar o rumo

Em linhas gerais, o BTG Pactual destaca que as três redes mantiveram os planos de expansão, apesar do cenário macroeconômico desfavorável e de atuarem em segmentos de mercado distintos.

O banco acrescenta que, segundo os executivos que participaram da conversa, as bandeiras regionais tendem a se sobressair em seus redutos, mas parcerias com outras redes seriam bem-vindas para reduzir custos.

Isso não significa que as empresas listadas estejam em apuros. Os analistas acreditam que ambas apresentarão resultados “resilientes” no curto prazo, beneficiadas pelo maior consumo de alimentos em casa, devido às medidas de isolamento social para conter o coronavírus.

Mas, se tiver de escolher uma das duas, o banco prefere o Pão de Açúcar (recomendação de compra das ações) ao Carrefour (recomendação neutra), por seu valuation mais atraente, menor exposição ao crédito e melhores oportunidades para monetizar ativos não-essenciais.

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Última atualização por Márcio Juliboni - 29/06/2020 - 17:36