CEO do Grupo Ferrarin elogia papel do Banco do Brasil junto ao agronegócio e faz apelo: “Não votem em Lula nem em Bolsonaro”
“Quero deixar o recado de um homem de 83 anos que só fez coisas certas na vida. Não vote na extrema direita nem na extrema esquerda. Precisamos sair da polarização. Não vote em Lula nem em Bolsonaro.”
O apelo, em tom descontraído, foi feito pelo empresário Wilson Ferrarin, fundador e CEO do Grupo Ferrarin, conglomerado do agronegócio que atua com grãos, insumos e máquinas e tem faturamento projetado de R$ 8 bilhões para este ano.
Ele participou de um painel sobre grãos no segundo dia do Latin America Investment Conference, evento promovido pelo banco UBS, em São Paulo. Também participaram do painel Gilson Alceu Bittencourt, vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do Banco do Brasil, e Luciana Costa, diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Clima do BNDES.
Ferrarin lembrou sua origem humilde, nascido em uma família com 11 irmãos no interior do Rio Grande do Sul e sem acesso à formação escolar, e disse que construiu sua trajetória “no braço, na coragem e na luta”.
“Sou doente pela agricultura e acredito profundamente no agronegócio brasileiro. Também acredito muito no Banco do Brasil (BBAS3)”, disse o executivo, se referindo ao banco que atualmente passa por uma fase financeira difícil, em boa parte devido à inadimplência no setor agro.
“Lá atrás, não existia banco, [mas] existia o Banco do Brasil. O agronegócio deve muito ao BB”, disse, afirmando que o agronegócio é o esteio do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro e que o principal pilar do setor no país sempre foi o BB. “Eu agradeço ao banco pelo que fez no passado, pelo que faz hoje e pelo que continuará fazendo.”
Segundo o empresário, é preciso melhorar a aproximação entre a agricultura e o BB, “que tem muito dinheiro, apesar de ser um pouquinho duro.”.