Ceres Investimentos lança ROCA11 na B3 e amplia acesso do varejo ao crédito do agronegócio
O Grupo Ceres Investimentos estreou nesta semana o ROCA11 na B3, ampliando o acesso do investidor de varejo a operações de crédito estruturado do agronegócio. O toque de campainha — cerimônia que marca o início das negociações — contou com a presença do CEO do grupo, Guilherme Cunha.
Listada na bolsa, a nova estratégia tem como foco operações como Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), estruturas via FIDCs, operações estruturadas e crédito privado ligado ao setor. A gestão do fundo ficará a cargo da Ceres, enquanto a BTG Pactual Serviços Financeiros atuará como administradora e o banco BTG Pactual será o custodiante.
Segundo Cunha, a proposta é democratizar o acesso a operações que, até então, estavam mais concentradas entre investidores institucionais. “O agronegócio brasileiro é altamente competitivo e globalizado, mas o acesso às melhores operações de crédito ainda era restrito. O ROCA11 conecta o investidor da cidade às oportunidades de geração de valor no interior do Brasil”, afirma.
O executivo destaca que o histórico da casa sempre foi o de estruturar oportunidades para investidores institucionais, especialmente no eixo financeiro da Faria Lima. “Agora, a missão é levar esse mesmo padrão de acesso ao mercado e controle de risco para o investidor de varejo, em uma estrutura listada e com eficiência tributária”, diz.
O nome do fundo também carrega simbolismo. De acordo com Cunha, a escolha por “ROCA” remete à origem da gestora, fundada fora dos grandes centros financeiros.
“Nossa jornada começou onde o Brasil real acontece. Para entender a lavoura, é preciso estar no campo, ouvir o produtor e compreender o ciclo da terra. Não enxergamos o agro apenas por planilhas — vivemos o setor”, afirma.
Interiorização do mercado de capitais
O lançamento do ROCA11 também reforça o movimento de interiorização do mercado de capitais. Fundada em 2019, em Uberaba (MG), a Ceres Asset construiu sua atuação com presença direta no campo, próxima aos produtores rurais.
Desde a fundação, o grupo afirma ter originado mais de R$ 6 bilhões em ativos ligados ao agronegócio, mantendo níveis controlados de inadimplência.
Segundo o CEO, o diferencial competitivo está na estrutura própria de originação e na proximidade com o produtor, o que permite acessar operações antes de chegarem ao mercado mais amplo, além de realizar acompanhamento próximo e gestão ativa de risco.