Cotações por TradingView
Cotações por TradingView
Cotações por TradingView
Cotações por TradingView
Leia os avisos legais em avenue.us. Intermediação Coin DTVM

China esclarece dúvidas sobre salmão após surto em Pequim

19/06/2020 - 13:21
China
A China seguiu o conselho de organizações internacionais de que há um baixo risco de alimentos importados transmitirem o vírus, e nenhuma restrição alimentar será imposta (Imagem:Reuters)

A China concordou com especialistas globais de que é improvável que o comércio de alimentos seja responsável por um novo surto de coronavírus em Pequim, indicando que deve deixar de impor restrições.

A China seguiu o conselho de organizações internacionais de que há um baixo risco de alimentos importados transmitirem o vírus, e nenhuma restrição alimentar será imposta, disse Song Yueqian, um representante da administração da alfândega, em conferência de imprensa na sexta-feira.

“Não há evidências de infecção pelo sistema digestivo por meio do consumo de alimentos, incluindo frutos do mar”, disse na mesma conferência Feng Luzhao, pesquisador do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China.

A nova postura da China deve reduzir o escrutínio de alimentos importados, o que seria um alívio para exportadores de frutos do mar, cujas vendas para a China já haviam caído mais de 30% nos primeiros quatro meses do ano, antes de Pequim identificar um novo foco de casos de Covid-19 neste mês.

Quatro opções baratas que podem subir entre +60% e +2.000% em 5 dias; pegue um voucher de R$ 1.800 para investir

O novo surto havia sido atribuído ao salmão importado, depois que o responsável por um mercado de alimentos onde foram detectados focos disse que o vírus foi localizado em uma tábua de cortar usada por um vendedor de salmão.

Suínos carne china
A nova postura da China deve reduzir o escrutínio de alimentos importados, o que seria um alívio para exportadores de frutos do mar, cujas vendas para a China já haviam caído mais de 30% nos primeiros quatro meses do ano (Imagem: China Daily via REUTERS)

O receio sobre a transmissão do vírus por meio de alimentos levou ao boicote do salmão na China, mesmo depois que a Organização Mundial da Saúde e a FDA, agência que regula fármacos e alimentos nos EUA, disseram “não ter conhecimento de nenhuma evidência” para sugerir que os alimentos possam transmitir o vírus.

Depois que as novas infecções foram identificadas, o departamento aduaneiro disse que havia testado um total de 47.812 amostras de frutos do mar, carne, legumes e frutas importados, além de embalagens e câmaras frigoríficas, todas com resultados negativos para o coronavírus. Os testes foram realizados entre 11 e 18 de junho.

Não houve atrasos na liberação alfandegária devido aos testes de mercadorias importadas, e o departamento aduaneiro continuará monitorando a situação do vírus no exterior para determinar por quanto tempo os testes devem continuar, disse Song, da alfândega, à Bloomberg News à margem da conferência.

Embora a China responda por uma pequena parcela da demanda global por salmão – menos de 5% no ano passado -, é um dos mercados que mais cresce.

Antes da crise, os quatro principais exportadores – Chile, Noruega, Austrália e Dinamarca – registravam aumento constante da demanda, que somou US$ 686 milhões no ano passado, devido à melhora da renda da classe média e mudança para dietas mais saudáveis.

Quer ficar por dentro de tudo que acontece no mercado financeiro?

Receba de segunda a sexta as principais notícias e análises. É grátis!
Autorizo o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Última atualização por Rafael Borges - 19/06/2020 - 13:21

Pela Web