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China testa investidores de metais com 1ª liberação de reservas

23/06/2021 - 7:41
Aço
Acessar as reservas de metais é talvez a mais tangível das medidas tomadas pela China nos últimos meses para controlar a inflação das commodities (Imagem: Pixabay/Free-Photos)

Metais básicos avançaram na Bolsa de Xangai depois que o departamento de reservas estatais da China informou que venderia apenas volumes relativamente pequenos em sua primeira liberação de estoques para reduzir os preços.

Acessar as reservas de metais é talvez a mais tangível das medidas tomadas pela China nos últimos meses para controlar a inflação das commodities.

Por isso, as intervenções, que devem ocorrer até o final do ano, serão observadas de perto como indicadores da capacidade do governo chinês de frear o rali global.

O primeiro lote a ser liberado no próximo mês incluirá 20 mil toneladas de cobre, 30 mil toneladas de zinco e 50 mil toneladas de alumínio.

Com exceção do zinco, os volumes parecem baixos em comparação com as expectativas, disse Wang Yue, analista da Shanghai East Asia Futures.

Embora os preços overnight dos metais tenham sido ajudados pelas palavras tranquilizadoras do Federal Reserve sobre a inflação, autoridades da China estarão preparadas para aumentar as ofertas futuras.

A Administração Nacional de Alimentos e Reservas Estratégicas não costuma esfriar o mercado com uma quantidade muito grande de metais já na primeira oportunidade.

Não se sabe a quantidade armazenada nas reservas estatais, embora deva ser ampla, mas futuramente precisarão ser repostas.

A Bloomberg Intelligence acredita que as medidas da China para enfraquecer a demanda especulativa por commodities de forma mais ampla serão eficazes, porque os ganhos foram em grande parte impulsionados pelo apetite por risco, e não por fundamentos. Ivan Glasenberg, CEO da Glencore, fez coro aos que acreditam que os esforços do governo de Pequim para desacelerar os preços dos metais serão inúteis, já que o mercado responde à demanda de estímulo global.

Metal
Não se sabe a quantidade armazenada nas reservas estatais, embora deva ser ampla, mas futuramente precisarão ser repostas (Imagem: Pixabay)

Ainda assim, o governo chinês tem outras cartas. O uso de metais chineses deve diminuir em meados do ano, e a expansão da manufatura e do crédito mostra desaceleração. A maior parte do alumínio mundial é produzida na China, e a capacidade ainda está crescendo.

No caso do cobre e do zinco, a expectativa é de mais importações com o controle da pandemia, aliviando qualquer escassez no mercado.

E uma política monetária mais apertada do Fed deve apoiar o dólar, o que normalmente enfraquece as commodities precificadas nessa moeda.

Investidores estimam que a China deve liberar 150 mil toneladas de zinco, 200 mil toneladas de cobre e 500 mil toneladas de alumínio em vários lotes, disse Wang, da Shanghai East Asia Futures.

“Os volumes liberados futuramente serão diferentes, com base em nosso entendimento”, disse. “Devido à grande quantidade de reservas de cobre do país, é muito provável que vejamos volumes muito maiores chegando ao mercado quando necessário.”

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Última atualização por Rafael Borges - 23/06/2021 - 7:41

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