Ciência

Nobel de Medicina: cientistas da Alemanha e dos EUA ganham prêmio por ajudarem a entender como o cérebro humano funciona

05 out 2026, 8:27
Nobel
Prêmio de Medicina abre a temporada do Nobel. (Imagem: Reprodução Nobel Media)

O norte-americano Karl Deisseroth e os alemães Peter Hegemann e Georg Nagel são os ganhadores do Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 2026. Eles foram laureados por suas descobertas sobre luz e optogenética que ajudaram a compreender como o cérebro humano funciona.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O anúncio foi feito na manhã desta segunda-feira (5). A Assembleia Nobel do Instituto Karolinska, universidade médica da Suécia, informou que Deisseroth, de 54 anos, Hegemann, de 71, e Nagel, de 73, foram selecionados por suas “descobertas relacionadas aos canais iônicos ativados pela luz e à optogenética”.

A optogenética “torna possível ativar ou desativar a atividade de células nervosas individuais em um cérebro vivo”, disse Thomas Perlmann, secretário-geral da Assembleia Nobel do Instituto Karolinska.

Optogenética tem ajudado pacientes a recuperarem a visão

“Esse método está sendo usado atualmente em laboratórios em todo o mundo para desvendar os mistérios do cérebro”, afirmou Perlmann.

Em ensaios clínicos, pesquisadores estão restaurando a visão de pessoas que ficaram cegas devido a uma condição chamada retinite pigmentosa, por meio da inserção de uma proteína sensível à luz na retina.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os pesquisadores também esperam que a optogenética possa aprimorar os implantes cocleares, permitindo uma estimulação mais precisa do nervo auditivo do que os dispositivos elétricos atuais.

Esta aberta a temporada do Prêmio Nobel

O prêmio de fisiologia ou medicina tradicionalmente abre os anúncios anuais do Nobel, com os prêmios de física, química, literatura, paz e economia a serem anunciados nos próximos dias.

Deisseroth, Hegemann e Nagel dividirão um prêmio no valor de 12 milhões de coroas suecas (US$ 1,2 milhão).

Surpresos e encantados

No início da década de 1990, Hegemann investigou como a alga Chlamydomonas reage à luz em meio milissegundo. Ele levantou a hipótese de que uma única proteína capturava a luz e atuava como um canal iônico. Nagel testou essa hipótese injetando genes da Chlamydomonas em óvulos de rã, descobrindo a canalrodopsina-2 — um canal iônico que se abre quando exposto à luz.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em 2003, eles publicaram que essa proteína poderia ser introduzida em células humanas e de hamsters para gerar impulsos elétricos por meio da luz. Em 2005, Deisseroth, da Universidade de Stanford, demonstrou a técnica em células nervosas de ratos, e o método recebeu o nome de optogenética um ano depois.

Perlmann disse que havia conversado com os três laureados nesta manhã e que eles estavam surpresos e encantados.

“Todos os três disseram a mesma coisa: que achavam absolutamente maravilhoso receber o prêmio junto com os outros dois, a quem chamam de amigos. Que é uma grande honra recebê-lo juntos. Foi isso que eles transmitiram”, declarou Perlmann.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar