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Cinco soluções de custódia para pessoas e empresas

09/02/2020 - 15:00
Traduzido e editado por Daniela Pereira do Nascimento
Veja as mais diversas formas de armazenar, de forma segura, seus próprios criptoativos (Imagem: Freepik)

Com uma necessidade urgente por armazenamento seguro, estamos vendo uma crescente variedade de opções de custódia disponíveis para ativos digitais, tanto para investidores individuais como para players institucionais como fundos de hedge e bancos.

Vamos lembrar que, de acordo com a SEC, a definição de “custódia” é “deter, direta ou indiretamente, fundos ou valores mobiliários de clientes, ou ter qualquer autoridade para obter posse deles”.

Vamos ver algumas das opções de custódia mais eficazes:

Carteiras

A forma mais comum de armazenamento de criptoativos é a carteira, que permite que você realize “autocustódia”, ou seja, um custodiante externo não é necessário.

Geralmente, uma carteira vai ter um endereço público para que você receba criptoativos, além de uma chave privada que é usada para acessar seus ativos retidos e enviar cripto de sua carteira.

Existem alguns tipos diferentes de carteira para você escolher:

Esse tipo de carteira é arriscada por conta da conectividade à internet, pois seus criptoativos podem estar expostos a hackers se estes conseguirem obter acesso ao seu celular ou computador (Imagem: Freepik/upklyak)

1. Carteira quente

Uma carteira quente (“hot wallet”) que é ligado à internet a todo o momento. Esse método de armazenamento exige uma chave privada de acesso aos criptoativos armazenados.

Embora uma carteira quente de fato forneça um ambiente de armazenamento mais seguro do que uma carteira compartilhada (“pooled wallet”) em uma corretora, conectividade à internet significa que seus criptoativos podem estar em risco se hackers conseguirem obter acesso ao seu celular ou computador.

Portanto, é recomendado que você mantenha apenas uma pequena quantia de cripto nessa carteira, principalmente se você não realiza transações cripto com antecipação.

Jaxx é um exemplo de carteira quente e pode armazenar várias criptomoedas, incluindo bitcoin, ether, litecoin, bitcoin cash e dash. Está disponível como um aplicativo móvel, além de uma extensão no navegador Chrome para Windows, Mac e Linux.

Outras carteiras quentes populares incluem Exodus e Parity.

Carteiras de papel são como comprovantes bancários em papel, como um QR Code, para armazenamento seguro (Imagem: Freepik)

2. Carteira fria/carteira de papel

Diferente da carteira quente, carteiras frias (“cold wallets”) não são conectadas à internet. Isso torna a carteira fria menos propensa a possíveis invasões. Assim, uma grande parte de seus ativos retidos deveria ser mantida em um armazenamento frio.

Uma carteira de papel (“paper wallet”) é um tipo de custódia de armazenamento frio, na qual os detalhes de seu endereço púbico e de sua chave privada estão em um comprovante físico em papel, geralmente na forma de um QR code e, em seguida, armazenado em um local seguro.

É recomendado ter várias cópias desse comprovante por questões de segurança.

O processo de geração de chaves é feito no mecanismo JavaScript de seu navegador, então nunca é transmitido na internet. Geradores populares de carteira de papel incluem:

– Mycelium é, possivelmente, a carteira de papel mais segura por conta do uso de um dispositivo USB que conecta diretamente à sua impressora e, assim, nunca entra em contato com seu computador;

Bitaddress.org gera chaves e endereços aleatórios usando o seu navegador, então nada é enviado pela internet.

Carteiras de hardware podem ser no estilo de um pen drive, com conexão USB (Imagem: Freepik/rawpixel.com)

3. Carteira de hardware

Assim como investidores em ouro precisam armazenar seus ativos em um cofre, criptoativos podem ser armazenadas em uma carteira de hardware (“hardware wallet”), um outro tipo de solução de custódia de armazenamento frio.

Porém, diferente de uma carteira de papel, uma carteira de hardware armazena as chaves privadas do usuário em um dispositivo de hardware. Essas carteiras não possuem conexão à internet, ou seja, só se conectam à rede até você escolher fazê-lo. Isso pode ser feito via USB.

Ledger fornece duas das carteiras de hardware mais bem-avaliadas: a “Ledger Nano S”, carteira no estilo de um pen drive, e uma carteira mais sofisticada USB/Bluetooth. Ambas permitem que cripto possam ser armazenadas off-line.

Ano passado, Ledger também migrou para o universo institucional com Ledger Vault, criado para assegurar quantias de criptoativos bem maiores para empresas e fundos de hedge.

Outras carteiras de hardware populares são Trezor e KeepKey. Para maior segurança, a opção de uma carteira de assinaturas múltiplas (“multi-signature wallet”) também está disponível tanto para carteiras quentes como para carteiras frias.

Para acessar uma carteira de assinaturas múltiplas, é necessário ter mais de uma chave privada, pois cada uma pode estar em posse de diferentes empresas. Assim, a autorização de uma transação exige que todos os detentores de chaves finalizem a sessão, o que torna mais seguro esse tipo de carteira.

Investidores institucionais precisam usar um custodiante regulamentado para a maior parte das outras classes de ativos (Imagem: Freepik/pch.vector)

Opções de custódia

Por mais que você se sinta seguro com uma solução de autocustódia, ainda existe o risco de ou sua carteira ser hackeada (possivelmente, uma carteira quente) ou de você perder sua carteira (no caso de carteiras de hardware).

Apesar de as leis ainda não existirem para criptoativos, investidores institucionais, como fundos de hedge, precisam usar um custodiante regulamentado e separado para a maior parte das outras classes de ativos.

Assim, se você investir em um fundo cripto, por exemplo, é provável que você queira que seus ativos retidos sejam assegurados por um custodiante, uma empresa que forneça maior segurança e governança do que uma carteira.

Para o fundo, por si só, o benefício de utilização de um custodiante pode ser detalhado em seu Memorando de Oferta como um “argumento de venda” para possíveis investidores.

Gemini é uma corretora de ativos digitais licenciadas que oferece serviços de custódia (Imagem: Facebook/Gemini)

1. Custodiantes de corretoras

Algumas corretoras fornecem custódia como parte de seu serviço geral.

Gemini é um bom exemplo de uma corretora de ativos digitais licenciadas que oferece serviços de custódia. Gemini é uma sociedade fiduciária de Nova York regulamentada pelo Departamento de Serviços Financeiros do Estado de Nova York (NYSDFS, na sigla em inglês).

A empresa oferece duas soluções de custódia diferentes:

Conta de custódia segregada (Segregated Custody Account): adequada para clientes institucionais, pois “ativos digitais são segregados, usando endereços únicos de ativos digitais no sistema de armazenamento frio da Gemini (Gemini’s Cold Storage System), que são independentemente verificáveis e auditáveis em seus blockchains respectivos. Todos os ativos digitais segregados são custodiados e assegurados off-line no próprio sistema de armazenamento frio da Gemini”.

Conta de depósito: recomendada para todos os clientes. Ativos digitais de clientes são misturados. A maioria dos fundos são custodiados e assegurados off-line no próprio sistema de armazenamento frio da Gemini. Taxa anual não é cobrada e os ativos estão disponíveis imediatamente para negociação.

Coinbase, popular corretora de criptoativos, oferece serviços de custódia que, de acordo com o CEO Brian Armstrong, foram especificamente criados para ajudar os investidores institucionais a armazenar ativos digitais de forma segura.

Assim, Coinbase Custody está disponível apenas para investidores institucionais com depósitos de, no mínimo, US$ 10 milhões.

Kingdom Trust fornece soluções de custódia para ativos digitais, tanto para pessoas físicas como para empresas (Imagem: Facebook/Kingdom Trust)

2. Custodiantes especializados

Esses são empresas completamente de custódia, em vez de serem parte de uma corretora, como as citadas acima.

Isso torna um custodiante especializado menos propenso a sofrer invasões de hackers que, como vimos diversas vezes, têm um ponto fraco para atacarem corretoras.

Também significa que a empresa não é ligada ao desempenho de uma corretora, então não tem o risco de falir caso a corretora encerre suas atividades (talvez por conta de mal gerenciamento de negociação de margem/derivativos de risco).

No entanto, do ponto de vista de governança, uma notável separação entre a execução de negociações e o processo de custódia é, de fato, um cenário mais desejável tanto para investidores como para empresas, apesar de alguns custodiantes também serem as opções de custódia mais caras à disposição. Geralmente, as taxas variam de 0,50% a 1% dos ativos sob gestão.

Kingdom Trust, uma pequena empresa no Kentucky, EUA, apareceu nas manchetes sobre custódia cripto. Fornece soluções de custódia para ativos digitais, tanto para pessoas físicas como para empresas.

Kingdom Trust adquiriu outra empresa de custódia popular, BitGo. Juntas, fornecem uma plataforma abrangente que é “a única fornecedora em escala de proteção local e on-line para investimentos em criptoativos realizados por investidores institucionais”.

State Street, por sua vez, o segundo maior banco de custódia do mundo, com US$ 24 trilhões sob custódia, também se interessou em migrar para a custódia de criptoativos, o que o tornaria no primeiro importante banco global a fornecer tal serviço.

Claramente, conforme o mercado cripto continua a gerar interesse em grandes players institucionais e os reguladores começam a apresentar requisitos adequados para o gerenciamento de criptoativos, espera-se que a demanda por custodiantes especializados cresça rapidamente.

De fato, McKinsey vê empresas de serviços de valores mobiliários tendo “um papel importante como custodiantes de criptoativos” no futuro. Tais empresas “têm uma oportunidade de entrar nesses pools de receita ao expandirem clássica a proposta de valor de custódia para incluir uma nova classe de ativos”.

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Última atualização por Daniela Pereira do Nascimento - 07/02/2020 - 16:05