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Citi passa a ‘faca’ em Banco do Brasil (BBAS3) e Bradesco (BBDC4), elege os melhores bancos da bolsa, mas faz alerta; veja as recomendações

24 jun 2026, 13:03 - atualizado em 24 jun 2026, 13:03
Feriado, Proclamação da República, Bancos, Correios, INSS, Rodízio, Shoppings, Abre e fecha
(Imagem: Flavya Pedeira/Money Times)

Os bancos, tradicionalmente considerados os grandes portos seguros da bolsa, agora enfrentam maior cautela por parte dos analistas em meio à piora do cenário econômico.

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Diante disso, o Citi resolveu fazer uma "limpa" no setor, reduzindo os preços-alvo dos principais nomes.

Veja abaixo:

BancoRecomendaçãoPreço de aberturaNovo preço-alvoPreço-alvo anteriorPotencial de valorização*
BradescoCompraR$ 17,76R$ 20,00R$ 24,00+12,6%
ItaúCompraR$ 40,81R$ 50,00R$ 54,00+22,5%
SantanderNeutraR$ 26,64R$ 28,00R$ 36,00+5,1%
Banco do BrasilNeutraR$ 19,71R$ 21,00R$ 25,00+6,5%
BTG PactualCompraR$ 52,28R$ 70,00R$ 74,00+33,9%
BR PartnersCompraR$ 14,60R$ 20,00R$ 24,00+37,0%
AgibankCompraUS$ 6,85US$ 16,00US$ 18,00+133,6%
Banco ABCCompraR$ 24,00R$ 28,00R$ 30,00+16,7%

*Em relação ao último fechamento

De acordo com o Citi, a recente queda das ações não ocorreu por acaso. Trata-se de um sinal de que os investidores já antecipam um cenário macroeconômico mais fraco e maiores pressões sobre a qualidade dos ativos.

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Os papéis do Bradesco (BBDC4), por exemplo, acumulam queda de 15% desde as máximas do ano. Nem o Itaú (ITUB4) escapou, com recuo de 12%.

Ainda segundo os analistas, os bancos devem enfrentar um custo de capital próprio mais elevado.

Isso devido à disparada da curva de juros e às expectativas de taxas elevadas por mais tempo. O último Boletim Focus, divulgado na segunda-feira, indica uma Selic de 14% ao fim do ano, acima dos 12% projetados no começo do ano.

Como se não bastasse, o Citi faz um alerta: um cenário macroeconômico mais desafiador está pressionando a qualidade dos ativos em todo o sistema bancário brasileiro.

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"Observamos um aumento sistêmico dos ativos problemáticos e das despesas com provisões, particularmente entre empresas digitais. Os empréstimos inadimplentes estão aumentando, impulsionados principalmente pelas pessoas físicas."

Entre os maiores vilões dessa alta estão:

  • financiamentos de veículos;
  • cartões de crédito;
  • empréstimos não consignados.

"Embora o endividamento agregado das famílias esteja estável — ainda que em níveis elevados —, o comprometimento da renda com o pagamento de dívidas está aumentando entre os segmentos de menor renda, sugerindo, por ora, uma pressão concentrada, e não sistêmica."

Por outro lado, o ambiente de juros elevados por um período prolongado exige cautela das empresas.

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"Portanto, é provável que isso restrinja o crescimento do crédito e limite o espaço para novas revisões para cima das projeções de lucro."

Em quem apostar?

Nesse cenário, o Citi indica apostar no seguro: Itaú e BTG (BPAC11), bancos que, na visão da instituição, têm capacidade de navegar melhor pela deterioração da economia.

"Acreditamos que a execução consistente continuará gerando resultados positivos, enquanto as avaliações atuais parecem desalinhadas."

Já Banco do Brasil e Santander permanecem entre as opções menos preferidas.

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"Observamos que muitos bancos, especialmente no segmento de neobancos, viram revisões positivas de lucro por ação (LPA) para os próximos 12 meses serem completamente anuladas por uma significativa contração de valor."

Para o Citi, os investidores já antecipam um cenário macroeconômico mais fraco e maiores pressões sobre a qualidade dos ativos, especialmente ao longo de 2026.7.

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intensivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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