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Cogna (COGN3) engata nova alta com visão otimista do UBS BB e acumula salto de mais de 16% na semana

09 jan 2026, 13:04 - atualizado em 09 jan 2026, 18:31
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(Imagem: Instagram/ Kroton Educação)

As ações da Cogna (COGN3) mantêm o ritmo de alta e figuraram entre as maiores altas do Ibovespa (IBOV) nesta sexta-feira (9) com a visão otimista de bancos sobre a companhia.  

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COGN3 encerrou o dia com alta de 3,95%, a R$ 3,68. Na máxima intradia, as ações chegaram a subir 5,37% (R$ 3,73) e operaram na liderança da ponta positiva do índice nas primeiras horas do pregão.  



Em relatório divulgado hoje, o UBS BB revisou as estimativas para a educacional e manteve a recomendação neutra dos papéis e o preço-alvo em R$ 4 – o que representa um potencial de valorização de 13% sobre o preço de fechamento de ontem (8).  

Os analistas do banco consideram que a melhora dos fundamentos da Cogna pode sustentar os níveis atuais de valuation, mesmo após a alta de 240% em 2025 – “precificando de forma justa a relação risco-retorno da companhia”, afirmaram Andre Salles, Leonardo Olmos e Eduardo Resende.  

“Com a COGN3 negociando a cerca de 8x P/L, investidores mais otimistas poderiam argumentar que os níveis atuais de desconto frente ao Ibovespa (27% de desconto) estão relativamente próximos aos observados antes do rali de 2025. Concordamos que essa leitura pode sustentar algum espaço adicional para reprecificação”, acrescentaram.  

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Além do UBS, o JP Morgan revisou as estimativas para a educacional nesta semana. Na última quarta-feira (7),  o banco elevou a recomendação de COGN3 de neutra para compra, com preço-alvo de R$ 6,50 em dezembro deste ano. Os analistas destacaram a perspectiva de crescimento da receita em 2026. 

Com as recentes atualizações, as ações da educacional já valorizaram 17,6% nesta semana. 

Crescimento na receita e lucro em 2026

Na revisão de estimativas, os analistas do UBS avaliam que a dinâmica de ticket levemente mais positiva na Kroton e o crescimento mais acelerado da receita não recorrente da Vasta, em função de novos contratos assinados de escolas bilíngues Start-Anglo, devem aumentar a receita líquida da Cogna em 0,5% em 2026 e 2027.  

A equipe também projeta um lucro líquido de R$ 910 milhões neste ano, alta de 2% na base anual, e de R$ 1,1 bilhão em 2027, crescimento de 5% no ano contra ano.  

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Esses ganhos devem ser impulsionados pelas melhorias operacionais mencionadas e pela consolidação integral do negócio da Vasta após a oferta pública de aquisição (OPA).  

“Esses impactos positivos foram parcialmente compensados por maiores despesas financeiras líquidas, decorrentes da redução da posição de caixa após a OPA”, afirmaram os analistas.  

Além disso, eles veem espaço para melhora na conversão de caixa. Nas contas do UBS, a Cogna pode elevar a conversão de Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) em fluxo de caixa operacional de 86% nos últimos 12 meses para 94%.  

“Essa tendência deve ser sustentada principalmente por melhorias nos recebíveis da Kroton (dando continuidade ao movimento observado em 2025, com o encerramento gradual dos programas de financiamento estudantil próprios) e pelo recebimento de recursos provenientes de vendas B2G, especialmente no negócio Saber.” 

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Os riscos a monitorar

O UBS também considerou as incertezas relacionadas aos potenciais impactos das mudanças regulatórias sobre a base de alunos de Educação a Distância (EAD) da Cogna como fatores de risco para reversão da trajetória de valorização das ações da companhia.  

“Isso pode adiar esse potencial de alta, uma vez que, em nossa avaliação, a companhia pode estar mais exposta a cursos de enfermagem e a cursos de licenciatura — fortemente afetados pelas alterações regulatórias.” 

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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