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Potencial de alta de 60% não é tudo: XP aponta enfermagem como trunfo da Cogna (COGN3)

30 set 2026, 13:16
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(Imagem: Instagram/ Kroton Educação)

A retomada da oferta de cursos de enfermagem pela Cogna (COGN3), impulsionada pelas aprovações obtidas no novo marco regulatório do ensino a distância, pode gerar uma receita incremental de até R$ 24 milhões no segundo semestre de 2026, estima a XP Investimentos. O valor equivale a cerca de 1% da receita do ensino superior.

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Em relatório, a corretora afirma que o novo marco regulatório está redesenhando o mercado de enfermagem antes mesmo de sua implementação integral, prevista para 2027, à medida que o curso migra para o formato presencial.

Segundo a XP, existem atualmente 391 localidades abertas para captação de alunos em enfermagem entre instituições privadas de ensino superior. Desse total, a Cogna responde por cerca de 43% da presença mapeada.

A companhia recebeu autorização para operar 113 polos por meio do processo acelerado e já abriu turmas em cerca de metade deles durante o primeiro ciclo de captação de inverno deste ano. O ticket médio dos cursos gira em torno de R$ 700 por mês.

Apesar da expansão, a XP avalia que os efeitos financeiros devem ser limitados no curto prazo. “Não esperamos que a captação inicial em enfermagem seja particularmente relevante, uma vez que o ciclo de matrículas mais importante deve ocorrer em 2027”, detalha a corretora.

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Para os analistas da corretora, o momento atual funciona mais como uma “fase de testes” da Cogna no mercado, utilizando essa fase inicial para avaliar a demanda e a elasticidade de preços em diferentes localidades.

A XP tem recomendação de compra para o papel, com preço-alvo de R$ 3,50%, o que implica um upside de 59%.

Por volta das 12h44 (horário de Brasília), COGN3 subia 0,45% (R$ 2,21).



Mercado segue competitivo

A corretora ressalta que o processo acelerado não define sozinho o cenário competitivo da enfermagem. Isso porque instituições que já possuíam cursos presenciais podem continuar captando alunos normalmente, sem depender das novas autorizações.

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Excluindo a Cogna, a XP identificou 223 localidades em operação, com destaque para Yduqs (YDUQ3), Ser Educacional (SEER3) e Cruzeiro do Sul Educacional (CSED3) entre os grupos com maior presença no segmento.

Segundo a corretora, a Vitru (VTRU3) recebeu aprovação para 36 polos por meio do processo acelerado, mas a expectativa é que a captação nesses locais só comece no primeiro semestre de 2027, período considerado mais relevante para matrículas.

Enquanto isso, a companhia continua recrutando alunos por meio de sua estrutura presencial já existente. Na avaliação da XP, os impactos financeiros da mudança regulatória devem permanecer modestos no curto prazo, com a suspensão da captação em Enfermagem representando cerca de 0,9% da receita de 2026.

Yduqs vai por outro caminho

Já a Yduqs não se qualificou e ficou de fora do processo acelerado para enfermagem. De acordo com a XP, isso ocorreu, em parte, porque a empresa entrou no segmento híbrido apenas no segundo semestre de 2024.

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Com isso, o número de alunos afetados pela transição regulatória permaneceu relativamente pequeno, representando R$ 50 milhões em receita não realizada em 2026, equivalente a 1% da receita.

“É importante destacar, no entanto, que a Yduqs continua captando alunos para os cursos de Enfermagem por meio de sua estrutura presencial existente, que inclui 90 localidades em nosso mapeamento, e busca ampliar sua presença física por meio de formatos de campi mais enxutos, diz a corretora.

Apesar disso, a Yduqs segue ativa no mercado por meio de sua estrutura presencial. O levantamento aponta 90 localidades oferecendo o curso de Enfermagem, enquanto a empresa busca ampliar sua presença física com modelos de campi mais enxutos.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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