Com iene mais fraco, exportações do Japão sobem pelo quarto mês consecutivo
As exportações do Japão aumentaram pelo quarto mês consecutivo em dezembro, mostraram dados do governo divulgados nesta quinta-feira (22), à medida que embarques mais fracos para os Estados Unidos foram compensados por uma forte demanda em outros mercados, além do impulso às vendas proporcionado pela desvalorização do iene.
O valor total das exportações cresceu 5,1% na comparação anual, mostraram os dados, abaixo da mediana das previsões do mercado, que apontava alta de 6,1%, e após um avanço de 6,1% em novembro.
As exportações para os Estados Unidos caíram 11,1% em dezembro em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto as destinadas à China subiram 5,6%, segundo os dados.
As importações cresceram 5,3% em dezembro na comparação anual, acima da previsão do mercado, que era de um aumento de 3,6%.
Como resultado, o Japão registrou um superávit comercial de 105,7 bilhões de ienes (US$ 667,13 milhões), ante a previsão de um superávit de 356,6 bilhões de ienes.
O desempenho das exportações japonesas tem sido sustentado pela depreciação do iene, por uma economia norte-americana sólida e por um acordo comercial firmado com Washington em setembro, que estabeleceu uma tarifa básica de 15% sobre quase todos os bens.
Embora as exportações com destino aos Estados Unidos tenham caído em dezembro, o impacto geral das tarifas norte-americanas mostrou-se mais brando do que o esperado.
Isso levou o governo japonês a revisar sua previsão de crescimento econômico para o ano fiscal que se encerra em março para 1,1%, acima da estimativa anterior de 0,7%.
Em meio à redução das preocupações com atritos comerciais, o Banco do Japão elevou sua taxa básica de juros para o maior nível em 30 anos, de 0,75%, em dezembro.
Espera-se que o banco central sinalize sua disposição para novos aumentos de juros em sua reunião de política monetária de dois dias, que termina nesta sexta-feira, já que as recentes quedas do iene e as perspectivas de ganhos salariais sólidos mantêm os formuladores de política atentos à contenção das pressões inflacionárias.