Como um banco de investimentos pode ‘empoderar’ o RH da sua empresa? Gabriel Escabin, do BTG Pactual, responde
Por mais um ano consecutivo, quem esteve presente no ConaRH, maior evento de gestão de pessoas da América Latina, pode ter notado uma imagem diferente do esperado por lá. Em meio aos stands representando empresas do setor de RH entre os dias 18 e 20 de agosto, na São Paulo EXPO, um deles era dedicado exclusivamente ao BTG Pactual.
Isso pode até gerar uma pergunta: por que um banco de investimentos, em essência, fez questão de marcar presença em um evento voltado ao mundo do RH?
Gabriel Escabin, head de Vida e Previdência do banco, responde. Segundo ele, a iniciativa busca “mostrar uma cara diferente do BTG Pactual”: não apenas para o mar aberto, mas também para seus próprios clientes.
‘Nenhum RH entende isso’: ecossistema do BTG também oferece soluções de gestão de pessoas
Por meio da presença no ConaRH, o banco apresenta ao mercado uma identidade pouco conhecida: a de um facilitador de gestão de pessoas para empresas, oferecendo soluções de folhas de pagamento, previdência privada, incentivos de longo prazo (como stock options), e até crédito consignado.
São produtos pensados não apenas para o bem-estar de empregados com carteira assinada (CLT), mas também para otimizar os processos de departamentos de RH.
A questão é que “nenhum RH entende efetivamente que o BTG oferece esse serviço”, afirma Escabin. “O que nos levou ao evento é literalmente um brand awareness. Mostrar para o mercado que o BTG, além de ser o maior Banco de Investimentos da América Latina, também consegue atendê-los”.
Além disso, segundo ele, essa é uma forma de o banco se “reapresentar” aos próprios clientes pessoa física que, durante o evento, visitavam o stand curiosos para entender por que a marca estava ali.
“Muitas pessoas que passaram por lá mostravam o cartão de crédito, e falavam ‘eu sou cliente de vocês, mas o que vocês estão fazendo em uma feira de RH?’. É uma reapresentação constante da marca BTG”.
Inclusive, o ambiente aberto da feira permitiu a comunicação com pessoas de diferentes níveis de hierarquia corporativa. Desde “o estagiário que está fazendo leituras e colhendo informações” até CEOs que “querem se aprofundar em teses de RH e melhorar a cultura empresarial”.
“Essas trocas acabam sendo muito ricas em relação às dores que eles trazem”, afirma Escabin, contribuindo para que o banco retorne com soluções que atendam a todos. “Nossa vertical de trabalho tem sido ouvir e agir”.
Encontro de mundos: existe sinergia entre um banco e as soluções de RH
Segundo Escabin, as novas iniciativas vieram a partir de sinergias vistas no que já existia no banco. “Quando desenvolvemos nossa frente digital e passamos a atender pessoas físicas, percebemos que, por meio da estrutura, seria possível ofertar produtos para um RH.”
Com isso, surgiram as três principais frentes de soluções para gestão de pessoas, todas dentro dos últimos 5 anos:
- Previdência corporativa, há cerca de 5 anos – considerando que o banco já tem experiência em previdência individual para sua estrutura de clientes;
- Gestão de folhas de pagamento, há cerca de 3 anos – porque o banco já carrega a estrutura de fluxos de transacionalidade na ponta do cliente;
- Incentivos de longo prazo, existentes há cerca de 2 anos – o banco já carrega o know-how do mercado de capitais para oferecer, por exemplo, stock options para colaboradores de longo prazo de uma companhia.
“São 3 frentes que estão 100% ligadas com o nosso negócio natural, que é um negócio de investimentos ou de transacionalidade”, afirma.
Colaboradores e gestores: as duas pontas são levadas em consideração
Do ponto de vista do colaborador, essaé uma forma de o banco estar presente em toda a sua jornada de educação, ganho de capital e bem-estar financeiros – o que não é toda instituição que oferece.
“O colaborador recebe o salário, pode ‘tomar um crédito’ para descobrir dívidas: podemos ajudar com isso. E vamos entregar planos de longo prazo também, para que ele tenha um senso de aposentadoria. Nosso propósito global é cuidar do bem-estar financeiro do colaborador, e quando levamos essa pauta para os RHs, somos bem-recebidos.”
Ao mesmo tempo, segundo ele, a dinâmica também gera empoderamento para o próprio departamento de gestão de pessoas. “Não podemos falar só com o colaborador. Temos que lembrar ao RH o que ele tem em mãos”.
“Muitas das vezes, o RH é uma área de custo, focada em gerar eficiência ou cuidar de processos muito burocráticos dentro de uma empresa. Mas ele pode ser muito mais do que isso.”
O head destaca que, ao reduzir o tempo gasto com dinâmicas operacionais ou burocráticas, o BTG está dando ao RH “a capacidade de desenvolver novas frentes de trabalho, e até melhorar a relação que ele tem dentro da cultura da empresa”.
Porém, Escabin reconhece que o conceito relacional se destaca. “A forma como queremos chegar não é só dizendo que o cliente vai gastar menos com o produto, mas lembrar a ele que vamos cuidar do seu colaborador. O ‘cuidar’ é o que mais temos tentado levar para a dinâmica de relacionamento.”
Tecnologia e humanização se unem como diferenciais do BTG
Além de oferecer um ecossistema completo na jornada financeira, quais outros diferenciais o banco traz em relação aos concorrentes no mundo de RH?
- Tecnologia e eficiência
Escabin menciona conversar com empresas que se mostram fidelizadas a marcas específicas de serviços para RH, e que questionam por que deveriam migrar para o BTG. A elas, indaga: quanto o seu processo atual custa?
“Os investimentos que fizemos em tecnologia nos colocam muito à frente da concorrência, em todos os produtos que trazemos. Tem muita gente no mercado que vende tecnologia, mas não entrega. Quanto custa emitir um faturamento, um pagamento de boleto, e ter um cuidado com isso de maneira segregada? Eu imagino que isso custe tempo, risco operacional e, bem ou mal, custa dinheiro. Então, tentamos colocar uma proposta de eficiência para todos os envolvidos.”
- Atendimento humanizado
Apesar do alto investimento em tecnologia – e sua relevância para o negócio –, Escabin faz questão de frisar o atendimento humanizado do banco aos clientes, em tempos de inteligência artificial.
“O BTG é uma marca que se relaciona com pessoas. Sempre que um cliente ou colaborador entra em contato com o banco, ele vai falar com um ser humano. Não vai falar com um chatbot ou uma IA: sempre vai falar com uma pessoa. E isso nos diferencia no mercado. Conseguimos mostrar para uma empresa que teremos o cuidado e o carinho de tratar aquele problema ou ajudar aquele colaborador.”
‘Sobriedade’ da marca BTG Pactual contribui para o fomento das iniciativas
Mesmo sendo uma frente diferente das que tornaram o BTG Pactual conhecido no mercado, o banco optou por não diferenciá-la através de uma submarca.
Desta forma, o nome do maior Banco de Investimentos da América Latina, que já possui um peso próprio, contribua para a identificação dos clientes em potencial.
“A sobriedade da nossa marca, o cuidado no nosso atendimento e a nossa forma de resolver problemas ou atender os nossos clientes, estão, acima de tudo, preservados”, conclui.