As elétricas que podem lucrar com o medida tributária Redata, segundo o Safra
O presidente Luis Inácio Lula da Silva aprovou, neste mês, o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center, mais conhecido como Redata. A medida envolve incentivos fiscais para centros de processamento de dados no Brasil.
Com o Redata, o Safra enxerga uma oportunidade para as companhias do setor elétrico. O relatório do banco cita a estimativa que a demanda de eletricidade dos data centers deve crescer 15% ao ano até 2030, dado da Agência Internacional de Energia – IEA.
Além disso, o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2035), elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), projeta que o Brasil pode alcançar 20 GW de capacidade instalada de data centers até 2035. O Safra ainda diz que esse número pode ser ainda maior com o Redata.
Nesse contexto, o banco acredita que sete companhias do setor elétrico podem se beneficiar desse cenário.
As ações que podem se beneficiar com o Redata
O Safra utiliza a experiência dos Estados Unidos como referência. Por isso, eles enxergam um potencial para um aumento de 2,7% na demanda, caso a participação dos data centers passe de 5% para 8% da demanda total de energia.
Esse cenário beneficiaria distribuidoras como ENEL, CPFL (CPFE3), Light (LIGT3), Equatorial (EQTL3) e Energisa (ENGI3).
Além disso, o banco cita a alta de preços de energia em regiões dos EUA, que aumentaram aproximadamente 30% entre 2020 e 2025 tanto por uma maior demanda dos data centers, quanto possivelmente por condições climáticas e custos de combustíveis.
Nesse contexto, maiores pagamentos por capacidade podem beneficiar Axia (AXIA3) e Copel (CPLE3), segundo os analistas.
*Sob supervisão de Renan Dantas