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Compass (PASS3) combina distribuição de gás defensiva e opcionalidade na Edge, diz Santander; veja potencial

24 jun 2026, 16:30 - atualizado em 24 jun 2026, 16:30
Comgás
(Imagem: YouTube/Comgás)

O Santander iniciou a cobertura de Comgás (CGAS3) com recomendação Outperform e preço-alvo de R$ 34,05 por ação para o fim de 2027, o que representa um potencial de retorno total de 49,4% em relação à cotação atual.

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Na avaliação do Santander, a Compass reúne uma combinação equilibrada entre um negócio regulado de distribuição de gás, com geração de caixa previsível, e oportunidades de crescimento por meio da Edge, sua plataforma de comercialização e infraestrutura de gás.

Segundo o banco, a tese de investimento não se limita à exposição à maior plataforma de distribuição de gás do Brasil, mas também ao potencial de captura de valor com o desenvolvimento do mercado brasileiro de gás natural nos próximos anos.

Para o Santander, a distribuição de gás é a principal âncora da geração de caixa da companhia. O banco destaca que a Compass possui participação em sete concessões de distribuição de gás, com forte presença na região Centro-Sul do país, incluindo a Comgás, a maior distribuidora de gás do Brasil.

Na visão dos analistas, o segmento conta com características defensivas, como concessões de longo prazo, retornos regulados e tarifas indexadas à inflação, fatores que sustentam uma geração de caixa estável. O Santander acredita que essa operação continuará financiando dividendos, investimentos orgânicos e novas iniciativas de crescimento do grupo.

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Já a Edge é apontada pelo Santander como o principal vetor de expansão da companhia. O banco ressalta que a plataforma reúne ativos como o terminal de regaseificação de São Paulo (TRSP), um contrato de fornecimento de gás natural com a TotalEnergies válido até 2033 e a Onebio, plataforma de biometano desenvolvida em parceria com a Orizon.

De acordo com o Santander, esses ativos posicionam a Edge para capturar oportunidades ligadas à migração de consumidores para o mercado livre de gás, ao fornecimento para usinas térmicas, à demanda industrial fora da rede de gasodutos, à substituição do diesel nos setores de transporte e logística, ao abastecimento marítimo e à arbitragem de cargas de gás natural liquefeito (GNL).

Embora reconheça que a Edge apresenta um nível de incerteza superior ao da distribuição de gás, o Santander avalia que o negócio representa a principal avenida de crescimento da Compass e incorpora diversas oportunidades de longo prazo.

Valuation

O Santander afirma que a companhia negocia a 6,3 vezes o EV/EBITDA estimado para 2027 e oferece uma taxa interna de retorno real de 13%.

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Na avaliação por soma das partes (SOTP), o Santander atribui R$ 19,28 por ação ao negócio de distribuição de gás e R$ 14,52 por ação à Edge. Com isso, o banco estima um valor patrimonial consolidado de R$ 24,3 bilhões, chegando ao preço-alvo de R$ 34,05 por ação.

Entre os principais fatores que podem gerar valor para a companhia, o Santander cita o crescimento da base de ativos regulatórios da distribuição de gás, ganhos de eficiência operacional, expansão dos volumes da Edge, otimização de cargas de GNL, avanço da migração para o mercado livre, crescimento do biometano e possíveis privatizações ou aquisições no setor.

Por outro lado, o banco destaca como riscos revisões tarifárias desfavoráveis, crescimento abaixo do esperado no consumo de gás, desafios de execução na Edge, menor competitividade do gás frente a combustíveis alternativos e riscos regulatórios relacionados ao projeto Subida da Serra.

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Editor
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
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