Economia

O que mudou no comunicado do Copom que reduziu a Selic para 14,75%? Veja a comparação

18 mar 2026, 18:47 - atualizado em 18 mar 2026, 18:53
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Copom confirmou a expectativa do mercado e manteve a Selic para 15%. Veja o que mudou no comunicado que acompanhou a decisão (Imagem: Divulgação/Banco Central)

O Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a Selic de 15,00% para 14,75% ao anonesta quarta-feira (18).

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Essa foi a primeira flexibilização do Banco Central desde julho, em linha com o esperado pelo mercado. A decisão do colegiado foi unânime.

No comunicado, os diretores afirmaram que o ambiente externo tornou-se mais incerto, em função do acirramento de conflitos geopolíticos no Oriente Médio. Segundo o Comitê, o cenário exige cautela por parte dos países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities.

Na decisão anterior, o Copom havia apenas destacado a tensão geopolítica, até então marcada pela política econômica dos Estados Unidos.

O colegiado também acrescentou que os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, que já se encontravam mais elevados do que o usual, se intensificaram após o início dos conflitos no Oriente Médio.

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No cenário doméstico, o Copom destacou que o conjunto de indicadores segue apresentando, conforme o esperado, trajetória de moderação no crescimento de atividade econômica, enquanto o mercado de trabalho ainda mostra sinais de resiliência.

Os diretores ainda reconheceram que os indicadores do final de 2025 mostraram desaceleração na atividade econômica, as expectativas continuam desancoradas.

O Copom reafirmou cautela na condução da política monetária, “de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos con itos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”.

  • ESPECIAL COPOM: Acompanhe a decisão de juros no Brasil

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Na decisão desta quarta-feira (18), os diretores também aumentaram as expectativas para a inflação. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 3,4% para 3,9%, ainda dentro do teto da meta.

O Money Times fez a comparação entre o comunicado do Copom desta reunião, com as mudanças assinaladas em relação ao documento da reunião passada.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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