Conteúdo BTG Pactual

Conflito no Oriente Médio pode levar a escassez de petróleo em 2027? Saiba como proteger seus investimentos com mundo em alerta

17 set 2026, 16:00 - atualizado em 17 set 2026, 16:53
petróleo
É possível que 2027 traga repercussões mais intensas para o preço do petróleo e, consequentemente, para o cenário econômico global – o que pede que investidores se posicionem a partir de agora (Foto: AlterYourReality/iStock)

Ao final de agosto, o conflito no Oriente Médio completou 6 meses, sem sinais claros de qualquer acordo entre Estados Unidos e Irã. Pelo contrário: novas ofensivas seguem sendo registradas, e agora se estendem até a região do Mar Vermelho, envolvendo o Iêmen e a Arábia Saudita na rota do petróleo.

Porém, passados os primeiros meses, parece que o mundo se “acostumou” a seguir a vida com o risco da guerra embutido nas entrelinhas.

Em meio aos ataques, e promessas de encerramento que nunca se cumpriram, o petróleo deixou de seguir tendência única de alta e passou a acompanhar as notícias. Ao sinal da mínima normalização no Estreito de Ormuz (principal rota de escoamento da commodity), o preço cai. Em caso de maior interrupção no tráfego, o preço sobe – mas o tipo brent nunca chegou a ultrapassar a máxima de cerca de US$ 115, atingida em maio.

E até mesmo os principais bancos centrais têm buscado calibrar expectativas com mais cautela e menos frenesi, após o choque inicial que trouxe pressão inflacionária e sentimento generalizado de medo nos mercados a nível global.

No Brasil, por exemplo, o ciclo de afrouxamento monetário estava sob ameaça. Mas as últimas leituras de inflação se mostraram mais benignas que o esperado, o que abriu espaço para um novo corte na taxa Selic, confirmado na última quarta-feira (16). A taxa básica de juros está, agora, em 13,75% ao ano.

Porém, esse “platô” nos sentimentos de mercado não é, necessariamente, sinal de que o pior já passou. É possível que a “calmaria” esteja apenas precedendo consequências muito mais evidentes a partir do ano que vem:

Fonte: NeoFeed, 26/08/2026

Estoques globais de petróleo estão em alerta, e o primeiro sinal está vindo do diesel

Em 2026 até aqui, vimos o preço do petróleo subir sem necessariamente comprometer a distribuição de combustíveis, pelo menos não em nível global. Porém, essa ameaça pode ser mais evidente no futuro próximo.

A reportagem publicada pelo portal NeoFeed apresenta a opinião dos gestores de um fundo especializado em commodities. Segundo eles, o boom exponencial do petróleo, inicialmente esperado para este ano, poderá acontecer em 2027, e os primeiros sinais já vêm do diesel.

O diesel atualmente negocia em suas máximas históricas, enquanto refinarias da China, Rússia e do Oriente Médio trabalham em menor capacidade de produção. Consequentemente, países têm recorrido aos seus estoques, que agora estão no limite, para suprir a demanda.

Ao mesmo tempo, um outro fator coincide e contribui para o cenário: o declínio da produção de petróleo de xisto – um tipo alternativo, extraído de rochas sedimentares – nos EUA. Ou seja, a demanda global acaba perdendo mais um aliado para o seu equilíbrio.

Como a disrupção no petróleo pode afetar a carteira de um investidor?

Uma possível escassez nos estoques pode elevar os preços do barril por um maior período, e levar consigo os custos da cadeia logística, de maneira muito mais evidente do que temos visto em 2026. Basicamente, tudo se traduz em pressão inflacionária e choque nos juros.

Vale ressaltar que esse cenário se desenha mesmo que o conflito no Oriente Médio permaneça exatamente como está. Porém, não está descartada a possibilidade de uma nova escalada a qualquer momento, o que pode deixar as previsões ainda mais delicadas.

“Para os mercados, o principal risco está em uma escalada mais prolongada, capaz de reacender pressões inflacionárias justamente em um momento em que os bancos centrais buscam calibrar com cautela os próximos passos”, afirma Matheus Spiess, estrategista da Empiricus Research.

O analista comenta que, no caso de aumento das tensões, os riscos podem não se concentrar apenas no preço do barril do petróleo. Podemos estar diante de uma disrupção que envolva:

  • Fluxos comerciais ao redor do mundo;
  • Sanções entre países;
  • Volatilidade em moedas fiduciárias;
  • Movimentos de realocação de capital em diferentes regiões.

Ou seja, há muito mais em jogo para o ordenamento mundial nos próximos meses, e tudo isso influencia na carteira de um investidor.

Assim como ficou evidente no início do conflito, é preciso não apenas proteger seu patrimônio contra a inflação, mas também participar de estratégias complementares, com ativos que busquem retornos na ponta mais beneficiada de toda essa incerteza.

Apresentando o CMDB11: ativo ‘obrigatório’ em tempos de conflito?

Se você chegou até aqui sem conhecer os ativos que podem beneficiar sua carteira em tempos de conflito, podemos apresentar um, em particular.

Estamos falando de um ativo que, na opinião de Matheus Spiess, é considerado “obrigatório” em tempos de conflito: o CMDB11, um ETF do BTG Pactual, presente nas recomendações do analista desde o início da guerra.

O CMDB11 é um ETF (fundo de investimentos listado na bolsa de valores) que replica a performance de ações de empresas brasileiras produtoras e exportadoras de commodities.

As commodities estão na “linha de frente” da alta de preços provocada pela escassez de recursos naturais, fazendo com que ativos ligados ao setor carreguem potencial lucrativo mesmo em meio à alta volatilidade. Além disso, vale lembrar que o Brasil é um dos principais produtores e exportadores de commodities no mundo.

Por meio do ETF, ao invés de estudar ativos individualmente na hora de selecionar um, o investidor pode se expor a uma lista de papéis promissores de uma vez só, ligados a setores como:

  • Petróleo e gás;
  • Metais preciosos;
  • Agronegócio.

Destrinche o CMDB11 em todos os seus detalhes

Se você deseja saber mais sobre o CMDB11, o BTG Pactual preparou uma página exclusiva para o produto.

Por meio dela, você o conhece em todos os detalhes: seu desempenho desde o início, os ativos que o compõem, suas características, dentre outros pontos.

Antes de tomar qualquer decisão de investimento, vale a leitura. É só clicar aqui:

CMDB11: SAIBA MAIS SOBRE O ETF

DISCLAIMER: Este material não tem relação com objetivos específicos de investimentos, situação financeira ou necessidade particular de qualquer destinatário específico, não devendo servir como única fonte de informações no processo decisório do investidor que, antes de decidir, deverá realizar, preferencialmente com a ajuda de um profissional devidamente qualificado, uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos face a seus objetivos pessoais e à sua tolerância a risco (Suitability). Os Exchange Traded Funds (ETFs) são fundos de investimento que buscam refletir o desempenho de um índice de referência. Embora negociados em bolsa como ações, os ETFs apresentam riscos específicos, tais como variações no valor das cotas, diferença entre o desempenho do ETF e do índice (“tracking error”), liquidez variável no mercado secundário, e, quando aplicável, riscos associados à exposição internacional, cambial ou setorial. ETFs que utilizam derivativos, replicação sintética, alavancagem ou estratégias ativas podem apresentar riscos adicionais, que devem ser compreendidos previamente pelo investidor. A negociação de cotas em bolsa pode ocorrer por valores superiores ou inferiores ao valor patrimonial das cotas (NAV). Aspectos tributários podem variar conforme o tipo de ETF, a jurisdição do índice de referência e o perfil do investidor. A rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros. Assim, não é possível prever o desempenho futuro de um investimento a partir da variação de seu valor de mercado no passado. A RENTABILIDADE DIVULGADA NÃO É LÍQUIDA DE IMPOSTOS. O BTG Pactual não assume que os investidores vão obter lucros, nem se responsabiliza pelas perdas. FUNDOS DE INVESTIMENTO NÃO CONTAM COM GARANTIA DO ADMINISTRADOR, DO GESTOR, DE QUALQUER MECANISMO DE SEGURO OU FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITO – FGC. LEIA O PROSPECTO E O REGULAMENTO ANTES DE INVESTIR.

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Jornalista no mercado financeiro desde 2022. Escreve para os portais Empiricus, Money Times e Seu Dinheiro, e já passou por casas como Itaú BBA e XP.
Jornalista no mercado financeiro desde 2022. Escreve para os portais Empiricus, Money Times e Seu Dinheiro, e já passou por casas como Itaú BBA e XP.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar