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Construção civil faz pontes com o governo. Qual ação de construtora se beneficia mais?

16 mar 2023, 14:26 - atualizado em 16 mar 2023, 14:57
construção civil
Construção civil tem dia positivo na B3; construtoras de baixa renda levam a melhor com programas habitacionais (Foto: Flávya Pereira/Money Times)

As ações das principais empresas de construção civil operam em alta no pregão desta quinta-feira (16), dando continuidade ao movimento positivo que tomou conta do setor na véspera.

Com a segunda maior alta do índice Ibovespa ontem, a MRV (MRV3) subia mais de 3% por volta das 14h55 – movimento em linha com as altas de Direcional (DIRR3), Eztec (EZTC3), Cyrela (CYRE3) e Cury (CURY3), que divulgou o balanço financeiro na terça-feira. Enquanto a Plano&Plano (PLPL3) disparava mais de 5%.

As duas últimas construtoras divulgam seus resultados financeiros do quarto trimestre e o consolidado de 2022 após o encerramento do pregão.

Construção civil cria pontes com o governo

Hoje, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reuniu-se com o presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz Antônio França.

No início do mês, a Abrainc, junto ao SindusCon-SP e ao Secovi-SP, solicitaram ao Banco Central (BC) a flexibilização do depósito compulsório de 20% dos recursos da poupança. As instituições financeiras precisam fazer a operação no Banco Central.

Com isso, mais de R$ 38 bilhões seriam liberados para que esses bancos financiem a produção e a aquisição de unidades residenciais novas.

As três entidades que representam a construção civil argumentaram que esse montante a mais poderia resultar na construção de 160 mil apartamentos, corroborando para a geração de quase 1 milhão de empregos e R$ 10 bilhões em impostos.

A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) prevê que os financiamentos imobiliários cheguem a R$ 156 bilhões neste ano, abaixo dos R$ 179 bilhões disponíveis em 2022.

Programas habitacionais impulsionam construtoras de baixa renda

Na contramão das construtoras citadas acima, a Tenda (TEND3), uma das principais do segmento de baixa renda, recua mais de 1% hoje.

Entretanto, os papéis da companhia acumulam valorização de 56% desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “relançou” o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), em 14 de fevereiro. Ainda, Lula sinalizou que as faixas destinadas a famílias de baixa renda deverão receber mais subsídios do governo federal.

No mesmo período, as ações da MRV avançam 23%, enquanto a Plano&Plano sobe mais de 12%.

Além do MCMV, a prefeitura de São Paulo fez anúncios sobre o programa habitacional criado em 2021, o “Pode Entrar”. A proposta é facilitar que paulistanos tenham acesso ao sistema habitacional da cidade.

O programa tem orçamento total de R$ 8,5 bilhões para construir 40 mil unidades. Para os analistas da Ágora Investimentos, o Pode Entrar é semelhante ao faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida, já que o programa do governo federal dispõe de R$ 9,5 bilhões para 50 mil unidades.

“É atraente para os players de baixa renda. E o novo programa de habitação social pode se tornar em uma mudança importante para a Tenda”, comenta a equipe da Ágora.

Repórter
Jornalista mineira com experiência em TV, rádio, agência de notícias e sites na cobertura de mercado financeiro, empresas, agronegócio e entretenimento. Antes do Money Times, passou pelo Valor Econômico, Agência CMA, Canal Rural, RIT TV e outros.
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