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Essa carteira de criptomoedas superou desempenho do Bitcoin (BTC) mesmo no ‘bear market’; especialista explica o porquê

06 jun 2026, 8:00 - atualizado em 03 jun 2026, 17:51
Bitcoin (BTC) e criptomoedas (Imagem: Canva Pro)
Carteira recomendada de criptomoedas da Empiricus registrou desempenho positivo de 4,81% até o dia 1º de junho, superando o Bitcoin e o NCI no mesmo período (Imagem: Canva Pro)

Depois de um rali expressivo em 2025, o mercado de criptomoedas passou boa parte do primeiro semestre de 2026 em lateralização, após também devolver os ganhos do ano anterior.

A combinação entre tensões geopolíticas, a espera por novos avanços da pauta regulatória do mercado cripto nos Estados Unidos, e o movimento amplo de realização de lucros tem mantido os preços estáveis, mas cercados de aversão ao risco.

O Bitcoin (BTC), que chegou a atingir US$ 126 mil – sua máxima histórica – no dia 6 de outubro, era negociado em cerca de US$ 65 mil até o fechamento deste texto, na tarde de quarta-feira (3).

A visão do mercado, atualmente, está muito longe dos níveis vistos cerca de seis meses atrás. “Estamos na ‘bacia das almas’ do bear market”, afirma Valter Rebelo, head de pesquisa com criptoativos da Empiricus Research.

Porém, justamente em meio ao período turbulento, no último dia 15 de abril, nasceu a Crypto Momentum: carteira recomendada da Empiricus cujo objetivo é buscar retornos em qualquer cenário de mercado, por meio de criptoativos selecionados. E, até agora, é o que tem ocorrido na visão acumulada.

Empiricus Crypto Momentum: conheça ‘segredos’ da carteira que superou o Bitcoin desde abril

Desde o seu início, em 15 de abril, até o dia 1º de junho, a carteira Empiricus Crypto Momentum acumula um retorno positivo de 4,81%.

A título comparativo, o bitcoin (BTC) fechou o mesmo período em queda de 0,82%. O NCI (Nasdaq CME Crypto Index, índice usado para mensurar o desempenho do mercado cripto) também fechou esse intervalo em queda de 1,21%, refletindo o bear market.

Fonte: Empiricus Crypto

Apesar de retornos passados não serem garantia de retornos futuros, e o mercado cripto não deixar de ter seus riscos, o resultado não deixa de ser notável. E grande pergunta é: qual o segredo por trás do bom desempenho? Responsável pela carteira, Valter Rebelo explica alguns detalhes por trás da estratégia.

1. Acompanhar as tendências de mercado…

“Quais ativos eu compro? Os líderes de cada momento”, afirma. “A carteira é sistemática, não discricionária. Ela seleciona ativos pelo momentum, ou seja, pelo que o mercado já está comprando com força. A cada 30 dias, o modelo reavalia a força relativa: quem perdeu momentum sai; quem ganhou, entra. Um ativo negativo hoje pode voltar no próximo ciclo se a tendência mudar.”

Mas por que comprar o que já está em tendência de alta? “A intuição é a mesma de uma corrida de 10 km: quem correu os primeiros 5 km mais rápido, na média, tende a correr os outros 5 km mais rápido também. Tendências costumam persistir, e isso tem evidência tanto acadêmica quanto empírica”.

2. …E nem sempre as tendências acompanham o Bitcoin

Apesar de o Bitcoin ainda ser considerado uma espécie de “barômetro” do mercado cripto, nem sempre as moedas em tendência estão diretamente correlacionadas a ele. Por isso, a carteira pode buscar boa performance mesmo quando o BTC parece não desempenhar.

“Eu compro o que está em tendência contra o Bitcoin, não o que simplesmente sobe junto”, afirma Rebelo.

3. Respeitar níveis de risco por ativo

Uma questão é, também, saber exatamente quanto alocar em cada ativo em especial: “A carteira aloca respeitando um teto de volatilidade semelhante ao do Bitcoin, de modo que nenhum ativo isolado contribua com risco de maneira desproporcional”, afirma.

“O tamanho da exposição é tático: quando o Bitcoin está em tendência de alta, a carteira amplia a volatilidade para capturar mais retorno. Quando o ambiente não favorece, ela tira risco da mesa: vai 80% para dólar, e mantém apenas uma pequena posição em BTC.”

O que esperar do desempenho da carteira no futuro próximo?

Aqui, vale destacar que o contexto global segue rodeado de incertezas, especialmente em torno do “efeito dominó” que se iniciou com a guerra no Oriente Médio e agora pressiona índices de inflação e perspectivas de juros ao redor do mundo – o que também afeta o fluxo do mercado cripto.

“Crescimento, inflação e liquidez são as três variáveis das quais nunca tiramos os olhos, especialmente porque cripto é a classe de ativos de risco mais sensível à liquidez”, afirma. Porém, o especialista indica que a carteira segue preparada para lidar com qualquer cenário:

“A beleza de uma carteira sistemática é que eu não preciso ter uma visão forte sobre isso para ela funcionar. Se o mercado lateralizar, a carteira busca os ativos com maior momentum ou permanece em caixa dolarizado. Se o mercado cair de forma consistente, ela vai para caixa. Se romper para cima, amplia a exposição. O fio condutor é simples: em qualquer um desses cenários, a carteira não precisa que eu acerte o gatilho. Meu trabalho é manter o método funcionando e ser transparente sobre os riscos.”

Empiricus Crypto Momentum: acesse relatório completo e conheça indicações mais recentes

Se você deseja conhecer a carteira Empiricus Crypto Momentum na íntegra, ela está disponível por meio do BTG Content – plataforma online de conteúdos do BTG Pactual.

Acessando a plataforma do banco, você pode conferir o relatório completo da carteira, e conhecer de perto a tese por trás de todos os ativos que a compõem no momento.

Caso não tenha cadastro na plataforma, o banco dá a oportunidade de testar o BTG Content e usufruir de todos os relatórios e recomendações oferecidos por 30 dias gratuitos.

O acesso é bem simples: basta fazer um cadastro rápido, com poucos cliques, pelo link disponibilizado no botão abaixo.

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DISCLAIMER: Este material não tem relação com objetivos específicos de investimentos, situação financeira ou necessidade particular de qualquer destinatário específico, não devendo servir como única fonte de informações no processo decisório do investidor que, antes de decidir, deverá realizar, preferencialmente com a ajuda de um profissional devidamente qualificado, uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos face a seus objetivos pessoais e à sua tolerância a risco (Suitability).

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Jornalista no mercado financeiro desde 2022. Escreve para os portais Empiricus, Money Times e Seu Dinheiro, e já passou por casas como Itaú BBA e XP.
Jornalista no mercado financeiro desde 2022. Escreve para os portais Empiricus, Money Times e Seu Dinheiro, e já passou por casas como Itaú BBA e XP.

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