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O Bitcoin é considerado uma moeda?

(Imagem: Divulgação / Ripio)

Quando falamos do criptoativo com maior valor de mercado e o mais negociado do universo cripto — o BTC —, surge um questionamento recorrente: o Bitcoin é considerado uma moeda?

Afinal, apesar da aceitação e utilização do criptoativo crescer cada vez mais ao redor do mundo — já movimentando R$ 250 bilhões por dia em sua blockchain —, para muitos investidores, o funcionamento desta moeda digital ainda não é claro.

O que é uma moeda?

Para entender o assunto, primeiramente, é necessário compreender o que é uma moeda. 

Uma moeda, no quesito econômico, é uma forma de dinheiro que serve como unidade monetária, reserva de valor e meio de troca. Ou seja, ela fornece um padrão de expressão de valores, tem poder de compra e é legítima — podendo operar no mercado.

As moedas fiduciárias, que têm valor atribuído pelo governo, economia ou pessoas — sem base em metal ou valor intrínseco —, são os papéis-moeda emitidos pelo mundo, como o real e o dólar.

Essas moedas estão inseridas em um contexto social e econômico que pode ser atingido diretamente pela inflação. A inflação está no aumento geral dos preços de bens e serviços que implica na diminuição do poder de compra da moeda.

Uma das principais desvantagens delas é esta perda do poder de compra. Por não terem valores inerentes, o governo pode autorizar a impressão de dinheiro, que impacta na inflação.

Ligado à ideia deste novo dinheiro, surge o efeito Cantillon. A teoria foi desenvolvida por volta de 1730 e diz que o efeito do dinheiro novo decorre de onde ele é aplicado na economia. Assim, sabe-se como ele afetará os preços.

Com esta tese, Richard Cantillon — economista e autor da teoria — mostra que, mesmo que os preços subam de acordo com o aumento da quantidade de dinheiro, este crescimento não é proporcional. Ao ser disseminado pela economia, o dinheiro altera o nível de preços e a estrutura deles. 

Alguns dos motivos que validam uma moeda são a utilização e a confiança. O número de instituições e pessoas operando uma moeda leva a uma maior valorização. Quanto mais pessoas têm confiança nela, mais forte ela se torna.

Com isso, devido ao aumento de preço e utilização do Bitcoin em escala global, ele pode ser considerado uma moeda. 

(Imagem: Divulgação / Ripio)

O Bitcoin é considerado uma moeda digital?

O ativo é como um arquivo digital que funciona como uma moeda alternativa.

De acordo com o whitepaper de Satoshi Nakamoto — documento informacional que dá detalhes sobre o Bitcoin —, o propósito inicial da criptomoeda era ser um meio descentralizado de pagamentos para a compra e venda de bens.

“Estive trabalhando em um novo sistema de dinheiro eletrônico que é completamente ponto a ponto, sem necessidade de confiança em um terceiro”, anunciou o criador da rede sobre o whitepaper.

Desde sua criação, a cada dia, o BTC ganha proporções maiores. E o crescimento das moedas digitais impressiona os mineradores. Em 2021, pela primeira vez na história, o número de usuários de criptoativos passou de 100 milhões.

Um exemplo dessa aceitação dos ativos digitais surge em El Salvador. O país centro-americano foi o primeiro a considerar o Bitcoin como uma moeda corrente. 

A lei foi aprovada em junho deste ano e diz que o uso do BTC deve ser “livre, ilimitado em qualquer transação e a qualquer título de pessoas físicas ou jurídicas públicas ou privadas”.

A adoção da moeda digital tem como objetivo avançar e potencializar o uso cotidiano do Bitcoin: em operações internacionais, essenciais para a economia de El Salvador — equivalente a cerca de 16% de seu PIB —, e como reserva de valor.

Aceitando o BTC como moeda oficial, o país integra uma rede aberta, descentralizada e que tem uma política monetária previsível, não absorvendo a inflação de outros poderes monetários. Além disso, reduz exponencialmente o efeito cantillon em sua economia, podendo elevar seu patamar financeiro.

Para o mercado de criptoativos, esta aceitação é positiva, pois, sendo o pioneiro neste processo, El Salvador exalta a importância da integração das moedas digitais no sistema financeiro tradicional.

A nova moeda oficial dos salvadorenhos é uma nova forma de abrir portas para que outros países sejam impactados positivamente pelas criptomoedas. Esta ação deu início a uma potencialização do Bitcoin na América Latina e encadeou o interesse de diversos políticos no mundo.

O Bitcoin já acumula uma capitalização de mercado de mais de US$ 1 trilhão e, em abril de 2021, bateu sua máxima histórica, superando os US$ 63 mil.

Mesmo enfrentando turbulências nos últimos tempos, após o recorde, a Ecoinometrics — empresa de dados e insights do mercado BTC — avalia que os ocorridos com a moeda são comuns em um mercado em alta, depois o halving, comparando a situação com a de 2013 e 2017.

A expectativa da empresa é de que o mercado do Bitcoin cresça entre quatro e 17 vezes, o que indica um potencial aumento expressivo na capitalização de mercado da moeda.

Além disso, outro fator que pode impulsionar este crescimento é a ampla e ecologicamente correta mineração de criptomoedas. A CoinShares — maior gestora de criptoativos da Europa — descobriu que a indústria de mineração é bem sustentada por energia renovável.

“Como faço parte da revolução do mercado financeiro?”

O universo das moedas digitais vem se disseminando pelo mundo e ganhando espaços relevantes nas economias mundiais. Fazer parte desta revolução é um modo de acompanhar as inovações e o progresso do mercado financeiro.

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