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Os bancos vão acabar? Entenda o que são as finanças descentralizadas (DeFi) e como elas pretendem revolucionar o sistema financeiro

22/04/2022 - 10:00
O que são DeFi, finanças descentralizadas
Transações sem intermediários por meio da blockchain e maior liberdade para os usuários: conheça o que está por trás das DeFi  (Imagem: Mercado Bitcoin/Divulgação)

Enquanto as criptomoedas se propõem a transformar o conceito que temos de dinheiro, as finanças descentralizadas (DeFi) vão além: querem revolucionar todo o sistema financeiro. Tudo isso graças às redes blockchain, as cadeias de blocos interligados que estão por trás dos criptoativos. 

Se até então, os bancos eram os “donos” das operações financeiras, agora eles têm um concorrente de peso – e com muitos adeptos. As plataformas DeFi já somam mais de 3 milhões de usuários ativos e 212 bilhões de dólares aplicados.

E não é difícil entender o porquê, já que elas propõem soluções especialmente vantajosas para o sistema financeiro: transações financeiras instantâneas para qualquer lugar do mundo, sem taxas; empréstimos P2P sem o intermédio de instituições; aplicações automatizadas e extremamente seguras.

Em parceria com o Mercado Bitcoin, preparamos um conteúdo completo sobre as DeFi e como funciona essa tecnologia que pode ser o “fim” dos bancos tradicionais. 

Afinal, como funcionam as DeFi?

Uma característica é de suma importância para entender as finanças descentralizadas (decentralized finance, em inglês): elas ocorrem sem o intermédio de instituições ou governos, graças às redes blockchain

O principal objetivo das DeFi é oferecer soluções disruptivas para o mercado financeiro, acabando com o monopólio dos bancos, que acabam deixando as pessoas “reféns” de certas problemáticas, burocracias e entraves. Entre os serviços que podem se beneficiar dessa tecnologia, destacam-se empréstimos, negociações de criptoativos e protocolos automatizados.

O que as DeFi têm a ver com o Ethereum?

Como já explicamos, o universo DeFi está intrinsecamente ligado à tecnologia blockchain. Mas não apenas isso: ele se materializou com o lançamento da rede Ethereum, em 2015. Além da cripto do mesmo nome, a rede oferece uma série de outros serviços, que incluem DeFi, NFTs e games. 

Por apresentar um portfólio muito mais completo de funcionalidades, o Ethereum é considerado uma “evolução” do Bitcoin. É por meio dessa rede que são desenvolvidas as aplicações descentralizadas (dApps), base para toda a expansão dos projetos DeFi.

E com os smart contracts?

Tal como as criptomoedas, os protocolos DeFi também se utilizam de contratos inteligentes; suas transações são amplamente rastreáveis desde a origem. As negociações são feitas diretamente entre os usuários – prática conhecida como peer-to-peer (P2P).

Os chamados smart contracts agem de maneira programável, permitindo a transação de moedas digitais de forma automatizada e extremamente segura. Uma vez que esse tipo de contrato é implementado na blockchain, os serviços podem rodar sozinhos em dApps. Para o usuário, significa poder realizar serviços financeiros com pouca ou nenhuma intervenção humana. 

Para que servem as finanças descentralizadas?

Com a expansão das redes blockchain, diversos protocolos foram criados com diferentes propostas disruptivas, inclusive no ramo DeFi. Entre as aplicações das finanças descentralizadas, estão: 

  • Empréstimos de criptoativos;
  • Negociação de Hipotecas;
  • Investimentos programáveis e automatizados;
  • Transferência monetária direta entre pessoas.

Um dos projetos mais conhecidos é o da Uniswap, exchange descentralizada (DEX) que permite a negociação de tokens digitais de forma automatizada. A plataforma também conta com uma cripto de mesmo nome atrelada à tecnologia. Outro protocolo conhecido é a plataforma de empréstimos Compound, que também tem os smart contracts como base de seu funcionamento. 

VEJA COMO SE POSICIONAR NO SEGMENTO DEFI ATRAVÉS DE CRIPTOMOEDAS

Investir em DeFi é arriscado?

Por ser uma tecnologia nova, é normal que muitas pessoas tenham dúvidas quanto à segurança das finanças descentralizadas. É importante dizer que, assim como as criptomoedas, as DeFi não têm uma  regulamentação própria nem um controle central – ao menos por enquanto. 

Essa descentralização é justamente a proposta da tecnologia, ao menos enquanto tudo estiver ocorrendo bem. Pela perspectiva negativa, pode-se dizer que a tecnologia acende um sinal de alerta a partir do momento que eventuais fraudes e perdas de dados ficam sob total responsabilidade dos usuários.

Infelizmente, em casos como esse, não há como se precaver. Por isso, as DeFi ainda são mais usadas por quem tem conhecimento avançado em protocolos digitais, tornando-se uma alternativa inviável para os cidadãos comuns. Conforme a tecnologia avança, é possível enxergar um futuro com maior controle e prevenção desse tipo de evento. 

Potencial DeFi para o futuro das transações financeiras

Embora ainda tenha um uso “restrito”, a tecnologia DeFi tem tudo para se tornar mais acessível ao longo de suas atualizações. É só imaginar que algumas aplicações do sistema financeiro tradicional – como TEDs, DOCs e até o próprio PIX – já foram questionadas, mas hoje são amplamente aceitas e utilizadas. 

Com a blockchain, sistemas financeiros regionais ou nacionalizados em uma só moeda podem se transformar em multiserviços globais, através de protocolos DeFi de código aberto acessível, rápido e barato. 

Não é que os bancos e corretores necessariamente vão fechar as portas. As DeFi podem trabalhar em conjunto com instituições financeiras para otimizar os processos bancários, trazendo benefícios em grande escala e até mesmo a redução dos custos operacionais. 

Como investir em DeFi?

Pensando nos investimentos, fica a dúvida: como se aproveitar dessa tecnologia para explorar boas oportunidades no mercado? Se você deseja aproveitar essa tendência, atente-se para as seguintes opções de investimentos em DeFi:

  • Compra de ativos por meio de exchanges descentralizadas;
  • Compra de ativos por meio de corretoras especializadas – o Mercado Bitcoin tem diversos ativos DeFi;
  • Aplicações em fundos de investimentos em Bolsa que replicam índices DeFi, como o ETF brasileiro QDFI11;
  • Empréstimos negociados via contratos inteligentes entre usuários.

Grande parte dos protocolos DeFi se utilizam de tokens próprios negociados abertamente no criptomercado. Sendo assim, a forma mais prática e segura de ingressar no segmento DeFi é investindo em criptomoedas relacionadas a esse universo. 

Entre as mais conhecidas, destacam-se os ativos UniSwap (UNI), dYdX (DYDX), UMA (UMA), AAVE (AAVE), 1inch, Compound (COMP) e Maker (MKR).

No Mercado Bitcoin, a principal plataforma de compra e venda de criptoativos na América Latina, você pode começar a comprar criptos com saldo a partir de R$ 50, transferindo dinheiro via PIX ou transferência para sua conta. 

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