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Coopavel vê alta na receita em 2026 com impulso do milho apesar de preços menores da soja

09 fev 2026, 14:23 - atualizado em 09 fev 2026, 14:23
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(Foto: Reuters/Matias Baglietto)

A Coopavel, importante cooperativa agrícola do oeste do Paraná, projeta crescer a sua receita em 19% em 2026 na comparação com o ano anterior, para R$7,5 bilhões, apesar de uma queda na produtividade da soja e dos preços mais baixos, já que a safra de milho tende a ser maior e a agroindústria ganha maior fatia nos resultados.

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A avaliação foi feita pelo presidente da cooperativa, Dilvo Grolli, em entrevista à Reuters, em momento em que a colheita de soja está começando, enquanto a Coopavel realiza nesta semana sua tradicional feira Show Rural, cujos negócios também devem ser impactados pelos preços mais baixos da oleaginosa.

“Estamos plantando novamente uma grande safra de milho, as perspectivas são animadoras, estamos plantando na época certa…”, disse Grolli, ressaltando a importância da matéria-prima para a produção de ração, já que o Estado é líder em produção de aves do Brasil.

O dirigente destacou que a meta da cooperativa é aumentar em 10% a recepção de grãos em 2026 em relação a 2025, quando a cooperativa recebeu 472,9 mil toneladas de soja, 572,9 mil de milho, e 160,5 mil de trigo, somando um total de 1,2 milhão de toneladas.

De acordo com ele, embora a produtividade da soja deva cair 5% ante o recorde da safra passada, com as lavouras sofrendo com a estiagem em outubro, a área de milho deverá crescer cerca de 5%, e a cooperativa também está motivando produtores a plantar trigo, já que a empresa conta com operações de três moinhos e é a maior recebedora do cereal na região oeste do Paraná.

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O trigo também é considerado “interessantíssimo” para a rotação de cultura com a soja e o milho, disse Grolli.

A cooperativa também tem avançado na agroindústria e em insumos.

Em 2025, a Coopavel registrou aumento na produção avícola (16%), na suinocultura (24%) e passou a atuar na piscicultura, com tilápias.

“Isso alavancou toda esta posição de crescimento em 2025”, explicou ele, citando também um salto de 24% na recepção de grãos no ano passado.

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Show Rural Coopavel

A Show Rural Coopavel, feira organizada pela cooperativa que começa nesta segunda-feira, tem previsão de gerar cerca de R$6 bilhões em negócios, o que seria uma queda de cerca de 15% ante o ano passado, com os preços mais baixos dos grãos deixando produtores mais cautelosos, previu Grolli.

“Tem que fazer um equilíbrio com os preços dos grãos, que estavam melhores, e assim temos de navegar de acordo com o mar…”, comentou.

Com os preços atuais da soja, os produtores estão vendendo a safra nova apenas em volumes necessários para pagar suas contas, sem falar que eles ainda contam com grãos da colheita passada para comercializar.

No caso da cooperativa, ele destacou a diversificação das atividades dos produtores para mercadorias de maior valor agregado, como a produção de carnes, o que ajuda a limitar o impacto da queda dos preços das matérias-primas.

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Isso mantém a expectativa de crescimento da receita da cooperativa em 2026, apesar de o resultado esperado na feira ser mais baixo.

“Temos que aceitar o mercado como ele é, quem comanda o mercado é a oferta e a demanda”, disse, lembrando da produção mundial acima do consumo de soja, milho e trigo, o que tem pressionado os preços.

O dólar mais fraco frente ao real também é outro fator que pesa nas cotações das commodities agrícolas, disse ele.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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