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COP28: Como os Emirados Árabes tentaram usar um evento ambiental para negociar combustível fóssil

30 nov 2023, 13:34 - atualizado em 30 nov 2023, 13:34
cop28 - petroleo- Emirados Arabes
Os árabes tinham planos para discutir acordos relacionados aos combustíveis fósseis com ao menos 15 nações. (imagem: REUTERS/Amr Alfiky)

Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2023 (COP28) inicia nesta quinta-feira (30) e tem como principal assunto a sustentabilidade, incluindo a diminuição do uso de fontes de energia não renováveis como o petróleo e o gás, principais fontes de renda do anfitrião da vez, os Emirados Árabes

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A junção do principal evento ambiental do mundo com o maior produtor de combustíveis fosseis poderia ser a oportunidade ideal para discutir a protagonista da crise climática atual: a queima dos combustíveis. O que se espera deste encontro é um acordo em que os países participantes encontrem soluções para um acordo global que diminuiria gradativamente o uso deste tipo de energia.

No entanto, os Emirados Árabes parecem ter entendido a presença de tantos líderes mundiais como uma oportunidade de fazer negócio. De acordo com documentos vazados e apurados pela BBC, os árabes tinham planos para discutir acordos relacionados aos combustíveis fósseis com ao menos 15 nações. O Brasil era uma delas.

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A equipe do país-sede da reunião climática não negou que planejam usar as reuniões marcadas durante a COP28 para negociações de acordos comerciais.

Entre os documentos obtidos com exclusividade pelo jornal, um falava sobre uma reunião com a China em que a empresa petrolífera dos Emirados Árabes se dizia “disposta a avaliar oportunidades conjuntas de GNL (gás natural liquefeito)” em Moçambique, Canadá e Austrália.

Segundo a apuração, também foram encontrados documentos que indicavam uma reunião com a Colômbia, que dizia que a mesma empresa estaria pronta para apoiar o país sul-americano no desenvolvimento de recursos no setor de combustíveis fósseis.

O órgão da ONU responsável pela COP28, disse à BBC que espera que os anfitriões do evento atuem sem vieses ou interesses próprios.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, atua há 3 anos na redação e produção de conteúdos digitais no mercado financeiro. Anteriormente, trabalhou com produção audiovisual, o que a faz querer juntar suas experiências por onde for.
juliana.caveiro@moneytimes.com.br
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