Economia

Copom reduz a Selic para 14,75% ao ano; confira

18 mar 2026, 18:39 - atualizado em 18 mar 2026, 19:31

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O Comitê de Política Monetária (Copom) informou que reduziu a taxa Selic para 14,75% na reunião desta quarta-feira (18). A decisão foi unânime.

A maior parte do mercado passou a apostar em um corte de 0,25 ponto percentual nos últimos dias em meio a projeções de pressão inflacionária global por conta do preço do petróleo, que tem ficado em patamar elevado devido ao conflito no Oriente Médio.

Os diretores do Banco Central (BC) já haviam sinalizado, na reunião de janeiro, a possibilidade de flexibilização da política monetária, mas afirmaram que manteriam a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta.

No comunicado, o Comitê ressalta que a decisão de hoje “é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”.

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Esta é a primeira redução desde junho de 2025, quando o Banco Central elevou a taxa para os 15% a.a e manteve durante seis reuniões consecutivas.

No documento da decisão, os dirigentes ressaltaram ainda a incerteza do ambiente externo, em função do acirramento de conflitos geopolíticos no Oriente Médio, com reflexos nas condições financeiras globais e destacou que o cenário exige cautela dos países emergentes.

Quanto aos dados econômicos recentes, o comitê avaliou que os indicadores apresentados estão “conforme o esperado” com o PIB moderado, mercado de trabalho resiliente e inflação apresentando algum arrefecimento, mas ainda acima da meta estabelecida pelo BC.

Ainda no comunicado, o BC avalia que os riscos de alta para a inflação incluem a desancoragem das expectativas por mais tempo, inflação de serviços mais resistente e políticas econômicas (internas e externas) que pressionem preços, como um câmbio depreciado.

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Já os riscos de baixa envolvem a desaceleração mais forte da economia doméstica, enfraquecimento global e queda nos preços das commodities, com efeito desinflacionário.

“O Comitê considera os impactos dos conflitos no Oriente Médio de forma prospectiva, em particular seus efeitos sobre a cadeia de suprimentos global e os preços de commodities que afetam direta e indiretamente a inflação no Brasil. Nesse momento, as projeções de inflação apresentam distanciamento adicional em relação à meta no horizonte relevante para a política monetária”, ponderam.

As projeções do BC para a variação do IPCA acumulada em quatro meses mudaram. Em 2026, a expectativa saiu de 3,4% para 3,6%, e em 2027 de 3,1% para 3,3%.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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