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Corretora Binance é processada por facilitar a lavagem de US$ 9 milhões

15/09/2020 - 8:03
Traduzido e editado por Daniela Pereira do Nascimento
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Fisco afirma que a Binance falhou em impedir que as contas e transações relacionadas ao hack à Zaif fossem interrompidas e busca por compensação jurídica e financeira (Imagem: Medium/AQOOM)

A corretora maltesa de criptoativos Binance foi processada em um tribunal americano pela corretora cripto japonesa Fisco por alegadamente facilitar a lavagem de mais de US$ 9 milhões de criptoativos roubados.

Nessa segunda-feira (14), Fisco enviou uma queixa ao Tribunal do Distrito Norte da Califórnia, afirmando que as “fracas” políticas de “conheça seu cliente” (KYC) da Binance permitiram que cibercriminosos convertessem criptoativos roubados da corretora Zaif em outros criptoativos ou dinheiro em espécie — Zaif é uma subsidiária da Fisco.

Zaif foi hackeada em setembro de 2018 e perdeu cerca de US$ 63 milhões em criptoativos, incluindo bitcoin. Fisco afirma na acusação que “ladrões que hackearam a Zaif lavaram 1.451,7 BTC via Binance”, citando análises feitas.

O bitcoin lavado estava avaliado em aproximadamente US$ 9,4 milhões na época. Hoje, é equivalente a mais de US$ 15 milhões.

Fisco afirma que os protocolos de KYC e antilavagem de dinheiro (AML) da Binance são “absurdamente fracas e não se comparam aos padrões da indústria”.

Mais especificamente, Fisco diz que as políticas de KYC da Binance permitiram que novos usuários abrissem novas contas e transacionassem na corretora em quantias abaixo de 2 BTC sem fornecer qualquer identificação importante.

“Os ladrões dividiram os bitcoins roubados em milhares de transações e contas distintas, todas avaliadas abaixo do limite de 2 bitcoins. Basicamente, a Binance serviu tanto como um receptáculo como uma transmissora de fundos criminosos”, segundo a queixa.

Fisco continuou a explicar que Zaif entrou em contato com a equipe da Binance logo após o hack e pediu que congelassem transações e contas envolvendo os bitcoins roubados, mas “Binance falhou, de forma intencional ou negligente, em interromper o processo de lavagem de dinheiro quando poderia tê-lo feito”.

Agora, Zaif busca por um julgamento pelo júri e mais de US$ 9 milhões da Binance, juros pela época do hack e “compensação justa pelo tempo e dinheiro gastos em busca da propriedade”, de acordo com a acusação.

Em relação à jurisdição do caso, Califórnia, Zaif disse que “uma quantidade significativa, senão todos os servidores AWS [Amazon Web Services], dos quais a Binance dependem para suas operações estão localizados no estado da Califórnia”.

Além disso, “Binance contratou, e continua a contratar, inúmeros executivos em São Francisco e por toda a Califórnia”.

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Última atualização por Daniela Pereira do Nascimento - 15/09/2020 - 8:03