Corrida eleitoral acelera e governo perde 17 ministros em movimento rumo às campanhas de 2026
Na volta do feriado, o cenário internacional segue como foco de atenção dos investidores, após novas declarações de Donald Trump em relação ao Irã. No Brasil, o grande debate está voltado para a corrida eleitoral de 2026.
No Giro do Mercado dessa segunda-feira (06), a jornalista Giovana Leal recebe Gustavo Porto, editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times, para comentar o fim da janela partidária e das filiações à Presidência da República.
No cenário internacional, o presidente dos Estados Unidos disse que o prazo para que o Irã abra o Estreito de Ormuz é amanhã (7) à noite. Caso contrário, os EUA atacarão as usinas de energia e pontes do Irã.
No cenário nacional, os investidores analisam o Boletim Focus, divulgado nesta manhã. Segundo o relatório, os economistas revisaram para cima a inflação de 2026, elevando de 4,31% para 4,36%. No lado corporativo, Hapvida (HAPV3) era destaque nas primeiras horas do dia.
As eleições de 2026 também estão no radar do mercado. Neste final de semana, aconteceram algumas mudanças com fechamento da janela partidária, período em que deputados federais e estaduais podem mudar de partido sem perder o mandato, e de cargos executivos, com ministros deixando a gestão para garantir candidaturas.
Na câmara dos deputados foram mais de 120 trocas, sendo o PL o partido com maior número de ingressos no partido — que já é o maior em número de deputados na Câmara.
No governo federal, 17 ministros deixaram o posto, muitos buscando a candidatura para governos estaduais ou para o Senado, é o caso de Fernando Haddad e Simone Tebet.
Em relação às campanhas para governos estaduais, 18 governadores foram reeleitos em 2022, e não podem concorrer ao cargo novamente este ano. Entre eles, 11 renunciaram, com destaque para Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), pré-candidatos à presidência da República.
Já Claudio Castro (PL) e Ibaneis Rocha (MDB) renunciaram m busca de vagas no senado.
Alguns prefeitos também renunciaram aos cargos para entrar no pleito de 2026, é o caso de Eduardo Paes (PSD) e João Campos (PSB), que buscam governar os seus estados.
Em destaque na disputa pela presidência da república, os destaques vão para Lula (PT), em busca da reeleição, e Flávio Bolsonaro (PL), apoiado pelo pai, Jair Bolsonaro. Além deles, Renan Santos (Missão), Aldo Rebelo (Democracia Cristã), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Augusto Cury (Avante) são pré-candidatos.
*Com supervisão de Renan Sousa.