Corte da Selic à vista: 8 ações para buscar dividendos de até 6,2% em março, segundo a Empiricus
O início do ciclo de cortes de juros no Brasil deve começar já na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para 18 de março, e esse pode ser um grande gatilho a impulsionar a Bolsa de valores brasileira. De olho nisso, a Empiricus selecionou 8 ações para buscar dividendos no terceiro mês do ano.
Em relação à carteira anterior, a equipe retirou da seleção as ações da Direcional (DIRR3) depois do “excelente desempenho” em fevereiro, impulsionado pelos estudos sobre a ampliação do programa Minha Casa Minha Vida. No lugar, entram as ações da Cyrela (CYRE3), pela maior sensibilidade ao ciclo de corte de juros.
Mantendo as escolhas de fevereiro, a carteira da Empiricus ainda conta com os papéis da Vivo (VIVT3), Petrobras (PETR4), Itaú (ITUB4), B3 (B3SA3), Axia (AXIA6), Multiplan (MULT3) e Porto (PSSA3). O dividend yield estimado é de 6,2%.
Para comparação, no mês passado, a carteira de dividendos da Empiricus avançou 9,7%, ante uma performance positiva de 4,1% do Ibovespa. No ano, o acumulado é de 31,5% e 17,2%, respectivamente.
O bom momento do Ibovespa
Além da expectativa para a queda da Selic, outro fator importante para desempenho da bolsa tem sido o fluxo de capital estrangeiro, que já soma R$ 40 bilhões em apenas dois meses. “Não falta dinheiro nem apetite gringo para empurrar os ativos”, avaliou a equipe responsável pelo relatório.
Apesar do bom momento, a Empiricus ressalta que o enfraquecimento do dólar e as incertezas envolvendo Donald Trump foram fundamentais para dar um gás no fluxo estrangeiro e ajudar o Ibovespa a renovar os seus recordes.
“Reconhecemos que, depois da forte alta em um curto espaço de tempo, e resultados do 4T25 que não têm sido muito inspiradores até aqui, o Ibovespa vai precisar de mais do que apenas o fluxo gringo para justificar um novo re-rating“, avaliam os analistas da Empiricus.
No entanto, a equipe segue confiante de que existam fatores que possam sustentar essa nova pernada dos ativos de risco no Brasil. Entre eles são citados um ciclo de cortes de juros além das expectativas, mudança no ciclo político-econômico e inversão do fluxo de institucionais locais – que seguem retirando dinheiro da Bolsa.
“Mas, como não podemos dar esses fatores como certos, nossa sugestão é continuar com uma carteira equilibrada, com empresas que costumam mostrar solidez mesmo em ambientes adversos”.