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Covid-19 na África do Sul: o que já se sabe sobre a nova variante B.1.1.529 que assusta o mundo

Márcio Juliboni
26/11/2021 - 12:15

O surgimento de uma nova variante do Covid-19 na África do Sul arrasa as principais bolsas de valores do mundo nesta sexta-feira (26), com forte impacto sobre os negócios no Brasil. Por volta das 11h30, o Ibovespa caía mais de 3% e rondava os 102.500 pontos – patamar considera chave para o rumo do índice nos próximos dias. Para os analistas, se furar esse piso, o Ibovespa pode despencar até 11% no curto prazo.

Devido ao fuso-horário mais adiantado na Europa e na Ásia, notícias estão chegando sobre o fechamento de aeroportos para voos oriundos da África do Sul e de países vizinhos. Apesar da rápida reação, já há notificações de casos da variante B.1.1.529 na Europa e na Ásia.

Veja, a seguir, o que já se sabe sobre a nova cepa do coronavírus que pode engrossar a quarta onda da pandemia.

1. O que é a variante B.1.1.529?

Trata-se de uma cepa que se desenvolveu nas províncias sul-africanas de Gauteng, North West e Limpopo, e detectada pelas autoridades sanitárias locais em 22 de novembro. Até o momento, há cerca de 100 casos relatados, mas o governo alerta para o risco de uma expansão exponencial. A África do Sul notificou a Organização Mundial de Saúde (OMS) ontem (25).

2. O que a nova variante tem de diferente?

Segundo os pesquisadores que fizeram seu sequenciamento genético, a nova cepa possui 30 mutações genéticas. Algumas já foram detectadas anteriormente em outras variantes, mas parte das mudanças é nova. As mutações mais preocupantes da B.1.1.529 referem-se aos mecanismos de invasão das células humanas.

3. Qual é o ritmo de expansão da variante na África do Sul?

A nova cepa tem potencial de expansão exponencial, segundo o governo local. O risco de contágio é agravado pelo fato de que apenas 24% dos sul-africanos completaram a vacinação contra o coronavírus.

4. Em que países, o novo vírus já foi detectado?

Além da África do Sul, epicentro do B.1.1.529, a cepa já chegou a Hong Kong, Israel, Bélgica e Botsuana.

5. Quais são os sintomas, em caso de contágio pela nova cepa?

As vítimas do B.1.1.529 não apresentaram sintomas diferentes dos manifestados em casos de contágio por outras variantes do coronavírus.

6. Os atuais testes conseguem detectar a nova cepa?

Sim. Graças a uma mutação do B.1.1.529, presente também em outras variantes já estudadas, os testes de laboratório são eficientes na sua detecção.

7. A cepa é imune às vacinas atuais?

Essa é a grande questão sem resposta até o momento. De prático, a Pfizer já anunciou que testará sua vacina contra a variante.

8. Qual é a reação internacional à variante?

Diversos países já anunciaram o fechamento dos aeroportos para voos da África do Sul e países vizinhos. O Reino Unido, um dos primeiros a reagir, baniu voos oriundos do país, bem como de Botsuana, Namíbia, Zimbábue, Lesoto e Suazilândia. Israel, Itália, França e Cingapura adotaram a mesma medida, incluíram Moçambique na lista de voos suspensos. A Índia não proibiu a entrada de viajantes oriundos de áreas contaminadas, mas aumentou o rigor dos testes. Já a República Tcheca proibiu a entrada de qualquer pessoa que tenha permanecido mais de 12 horas nas áreas de risco.

Última atualização por Márcio Juliboni - 26/11/2021 - 15:59

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