Banco Central

CPMI do INSS aprova convite para depoimento de Galípolo e Campos Neto

19 mar 2026, 12:14 - atualizado em 19 mar 2026, 12:14
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Roberto Campos Neto, ex-presidente do BC, convidado a depor na CPMI do INSS (REUTERS/Brendan McDermid)

A CPMI do INSS aprovou nesta quinta-feira, 19, os convites para que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ex-chefe da autarquia Roberto Campos Neto possam depor à comissão sobre irregularidades envolvendo empréstimos consignados feitos por instituições financeiras.

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Além dos consignados, Campos Neto, na mira do governo, e Galípolo, alvo da oposição, serão pressionados sobre a atuação da autoridade monetária no caso do Banco Master.

Investigação da Polícia Federal apontou que, durante a gestão de ambos (Campos Neto entre 2019 e 2024, e Galípolo de 2025 em diante), servidores do Banco Central tinham ligações com Daniel Vorcaro, dono do Master.

Um dos suspeitos é Paulo Sérgio Neves de Souza, que foi diretor de Fiscalização do BC entre 2017 e 2023. Ele é apontado como “consultor informal” do banco e vendeu uma fazenda de café por R$ 3 milhões para um fundo de investimentos ligado a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

Outro é Belline Santana, que chefiou o Departamento de Supervisão Bancária em 2025. Ele também é acusado pela PF de receber pagamentos de Vorcaro para atuar “de modo informal e reiterado em favor dos interesses” do Master.

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Os dois teriam oferecido orientações sobre processos administrativos envolvendo o Master, revisado minutas de documentos que seriam enviados pela instituição ao regulador e tentado influenciar na análise de processos administrativos, segundo a PF.

Os dois foram afastados do Banco Central em janeiro, quando foi aberta uma investigação interna para apurar o caso Master.

A CPMI também aprovou o compartilhamento de provas da CPMI do Crime Organizado sobre as quebras de sigilo bancário, fiscal, telefônico, telemático de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro.

Câmera escondida

O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), disse que foi informado da suspeita da tentativa de uma pessoa entrar com “câmera escondida” na sala-cofre que continha informações sigilosas obtidas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro, Segundo Viana, se confirmada a suspeita abrirá investigação do caso.

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A declaração foi dada em reação à nota da Polícia Federal divulgada na noite desta quarta-feira (18). No texto, a corporação diz que a CPMI reinseriu dados de Vorcaro no sistema após exclusão determinada pelo STF.

Viana chamou a nota de “despropositada” e afirmou que protocolou pedido para que o ministro do STF André Mendonça possa devolver os dados dispostos no celular do banqueiro, sinalizando quais dados podem ser usados pela investigação sem comprometer o inquérito em curso na Corte.

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