Criptomoedas ensaiam recuperação em 24 horas após alívio nos mercados globais
O bitcoin (BTC) e as criptomoedas operam em leve alta neste sábado (7), após uma recuperação dos mercados globais na véspera, com Wall Street renovando máximas históricas impulsionada pelo setor de tecnologia, dados acima das expectativas e melhora no sentimento do consumidor nos Estados Unidos.
No mercado cripto, o índice CoinMarketCap 20 (CMC20), que reúne os 20 maiores ativos, avança 3,69% nas últimas 24 horas, para US$ 141,00. Apesar da recuperação, o indicador ainda acumula queda de 17,94% na semana.
O bitcoin sobe 3,59% em 24 horas, cotado a US$ 68.890,45. Mesmo assim, a principal criptomoeda do mercado recua 16,71% no acumulado de sete dias. O valor de mercado do ativo é de US$ 1,37 trilhão, com volume financeiro de US$ 89,1 bilhões no último dia.
O ethereum (ETH) também apresenta recuperação no curto prazo, com alta de 6,08% em 24 horas, negociado a US$ 2.038,89. Ainda assim, o ativo acumula queda de 22,62% na semana. A capitalização de mercado soma US$ 246 bilhões, enquanto o volume diário é de US$ 47,3 bilhões.
Entre as maiores, a solana (SOL) avança 5,53% em 24 horas, mas ainda cai 25,25% nos últimos sete dias, cotada a US$ 86,05 e com valor de mercado de US$ 48,8 bilhões.
As criptomoedas ainda acumulam desvalorização na semana diante de tensões geopolíticas, especialmente entre Estados Unidos e Irã, que eleva a incerteza e afeta ativos de risco, e da expectativa de juros altos por mais tempo nos EUA, o que fortalece o dólar e reduz a liquidez para ativos voláteis como o bitcoin.
Mercados globais
Na sexta-feira (6), o índice Dow Jones rompeu pela primeira vez a marca dos 50 mil pontos, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq também fecharam em forte alta. O Dow subiu 2,47%, aos 50.115,67 pontos, o S&P 500 avançou 1,97%, aos 6.932,30 pontos, e o Nasdaq ganhou 2,18%, aos 23.031,21 pontos. No acumulado da semana, o Dow avançou 2,5%, enquanto o S&P 500 ficou praticamente estável e o Nasdaq recuou cerca de 2%.
O movimento em Wall Street foi impulsionado pela recuperação dos setores industrial, financeiro e de tecnologia, após três dias de fortes liquidações das big techs. Dados econômicos também contribuíram para o melhor humor dos investidores, com o índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan subindo de 56,4 em janeiro para 57,3 em fevereiro, acima das expectativas do mercado.