Cruzeiro do Sul (CSED3) salta 9% com possível negócio de R$ 2 bilhões no radar; entenda
As ações da Cruzeiro do Sul (CSED3) saltam no pregão desta terça-feira (6), com uma potencial operação envolvendo a companhia no radar do mercado.
Segundo informações da Exame, o fundo soberano de Cingapura, o GIC, busca caminhos para reduzir ou encerrar sua participação de cerca de 37% na companhia, avaliada em R$ 2,2 bilhões.
De acordo com a apuração do jornal, o GIC estaria tendo conversas nesse sentido e as possibilidades vão além de uma venda direta da participação que detém. Inclusive, uma combinação de negócios com outra empresa do setor é tida como uma alternativa mais viável.
Por volta de 16h10 (horário de Brasília), as ações CSED3 subiam 9,15%, cotadas a R$ 6,68. Acompanhe o tempo real.
Ainda conforme apuração da Exame, uma das principais possibilidades envolve a Vitru Educação (VTRU3), que também conta com investidores interessados em alternativas para saída.
Outros nomes que circulam por fora são a Cogna Educação (COGN3) e a Ser Educacional (SEER3), de acordo com a reportagem.
A Cogna, inclusive, performa entre as maiores altas do Ibovespa (IBOV) nesta terça. Vale destacar que ações sensíveis a juros têm apresentado desempenho positivo após o resultado do 1º turno das eleições 2026.
Desempenho da Cogna
Em relatório recente, o Itaú BBA ponderou que taxas de juros de referência mais baixas podem reduzir as despesas financeiras e favorecer o lucro líquido, especialmente para empresas com maior alavancagem e maior exposição a dívidas atreladas a taxas flutuantes.
“A companhia combina forte geração de caixa e uma trajetória clara de desalavancagem com um valuation que permanece abaixo dos níveis históricos. Estimamos que uma redução de 200 pontos-base na taxa Selic aumentaria o lucro líquido projetado para 2027 em aproximadamente 7%”, diz o BBA sobre Cogna.
Negociada a cerca de 5 vezes o lucro estimado para 2027, a companhia pode se beneficiar tanto da redução das despesas financeiras quanto de uma queda no custo de capital próprio percebido pelos investidores, caso o ambiente de juros se torne mais favorável.
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Fusões no setor educacional
A notícia sobre a Cruzeiro do Sul entra no radar pouco depois da fusão entre a Afya (AFYA) e a Yduqs (YDUQ3), que resultou em uma gigante do ensino superior no Brasil.
As empresas informam que os acionistas da Afya vão deter 69% da nova companhia combinada, enquanto os atuais acionistas da Yduqs ficam com os outros 31%.
Segundo a empresa, a fusão irá reunir cerca de 1,6 milhão de estudantes (sendo 38 mil alunos de medicina), em 176 campi em todo o país, com ganhos de sinergias de até R$ 2 bilhões.