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CSN (CSNA3): Safra responde se venda da CSN Cimentos é a solução para ‘abacaxi’ das dívidas

20 fev 2026, 12:53 - atualizado em 20 fev 2026, 12:53
CSNA3, CMIN3, GGBR4, GOAU4, USIM5 e TXSA34
CSNA3, CMIN3, GGBR4, GOAU4, USIM5 e TXSA34 (Imagem: REUTERS/Stringer)

A CSN (CSNA3) corre para vender parte dos ativos com um objetivo claro: reduzir a dívida bilionária, que hoje gira em torno de R$ 40 bilhões. Enquanto isso não acontece, as agências de classificação de risco apertam o cerco. Nas últimas semanas, pelo menos duas — Moody’s e Fitch rebaixaram o rating da companhia.

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Um dos principais alvos é a venda de participação na CSN Cimentos. Segundo o Estadão, o grupo J&F, que vem avançando em infraestrutura, estaria interessado no ativo. O valor em discussão giraria em torno de R$ 10 bilhões, mais da metade do pretendido pela CSN, de R$ 16 bilhões a R$ 18 bilhões.

Analistas comemoram a notícia. Segundo Ricardo Monegaglia, a operação pode acelerar a desalavancagem e reforçar a liquidez — dois pontos sensíveis destacados pelas agências.

Em 2024, a CSN Cimentos registrou R$ 2,9 bilhões em dívida líquida.

Pelos cálculos do Safra, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da divisão pode alcançar cerca de R$ 1,5 bilhão em 2026, o que implicaria um múltiplo EV/Ebitda (valor da firma sobre resultado operacional) de aproximadamente 6,7 vezes, considerando a avaliação de R$ 10 bilhões — patamar alinhado ao de outras empresas do setor na América Latina.

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Resolve o problema?

Para o Safra, a venda de 60% da CSN Cimentos, a um EV de R$ 10 bilhões, poderia gerar cerca de R$ 4,3 bilhões em caixa para a CSN — o equivalente a aproximadamente 12% da dívida líquida estimada para o fim de 2025.

O valor seria suficiente para cobrir as amortizações no mercado de capitais previstas entre 2026 e 2027.

No entanto, há um ponto de atenção: existem R$ 8,1 bilhões em vencimentos previstos para 2028. Assim, segundo o banco, a companhia ainda precisará adotar medidas adicionais de desalavancagem.

As agências reforçam essa preocupação. Segundo a Moody’s, ‘A menos que a CSN acelere a desalavancagem por meio de venda de ativos, redução de capex ou pagamento proativo da dívida, os indicadores de crédito e a geração de caixa livre serão mais compatíveis com uma classificação inferior’.

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No quesito liquidez, a Moody’s avalia que o nível atual é adequado no curto prazo, mas alerta que a queima de caixa e as futuras necessidades de refinanciamento elevam o risco no médio prazo.

A CSN encerrou o período com R$ 16,5 bilhões em caixa consolidado, dos quais R$ 13,6 bilhões estão concentrados na subsidiária de mineração.

‘A maior parte das necessidades de refinanciamento futuras está ligada à dívida bancária, e o próximo vencimento relevante de bonds ocorre em 2028. No entanto, com a atual queima de caixa, o risco de refinanciamento aumentou’, destaca a agência.

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intesivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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