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CSN (CSNA3) sobe antes do balanço do 2T26; o que esperar do resultado?

12 ago 2026, 14:01
csn-csn mineração
(Imagem: CSN/Divulgação)

A CSN (CSNA3) figura entre as principais altas do Ibovespa (IBOV) nesta quarta-feira (12), com avanço de 3,04% (R$ 4,41), na máxima. A companhia divulga o balanço corporativo do segundo trimestre de 2026 (2T26) após o fechamento do mercado hoje.

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A expectativa dos analistas do Citi, BTG Pactual e Genial Investimentos é de um trimestre misto, com bom desempenho da CSN e da CSN Cimentos. A divisão de mineração (CMIN3), no entanto, deve pesar no balanço, com os preços do minério de ferro e os custos de frete elevados.

Na avaliação do economista e head de renda variável da Fami Capital, Gustavo Bertotti, o movimento de alta da CSN pode ter sido favorecido pela elevação de preço-alvo da Gerdau (GGBR4) pela XP Investimentos, visto que a companhia tem fundamentos muito mais sólidos do que as concorrentes. “Outras empresas também se beneficiam disso”, diz.

Após a divulgação dos resultados da CSN, porém, a expectativa de Bertotti é de que as ações da siderúrgica tenham baixa, ao considerar o endividamento elevado, dependência do mercado externo — que passa por incertezas diante da continuidade do conflito no Oriente Médio, além dos dados da economia chinesa.

“O segundo semestre deve ser misto para a siderurgia, mas um cenário geopolítico mais tranquilo, com um cessar-fogo, favoreceria a dinâmica de preços das commodities”, explica.

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Por volta das 13h28 (horário de Brasília), a CSN avançava 2,34% (R$ 4,38). O Ibovespa operava com ligeira alta de 0,05%, aos 167.958,72 pontos.



Expectativas para o 2T26

Nas estimativas da Genial Investimentos, a CSN deve registrar prejuízo líquido de R$ 567 milhões e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 634 milhões no 2T26, um avanço de 9% na comparação anual e 61% na base trimestral. Já o Ebitda ajustado estimado pela casa é de R$ 2,398 bilhões.

O cenário da Genial considera o reajuste de 25% nas tarifas de importação para produtos siderúrgicos implementado em abril, absorvido e seguido pelos pares, o que deve elevar o preço realizado em cerca de 5% na comparação trimestral, enquanto a menor penetração de importados — favorecida pelas medidas antidumping — ampara um volume forte, com alta estimada de 7% na base trimestral.

Por ora, a recomendação para a CSN está sob revisão pela Genial.

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Já o Citi espera uma melhora significativa em relação ao trimestre anterior, com Ebitda ajustado de R$ 578 milhões e margem atingindo aproximadamente 10,7%. A expectativa do banco é de que o nível de margem de dois dígitos deve ser mantido no segundo semestre de 2026, sustentado por preços realizados de aço mais elevados e ganhos de volume, às custas da participação de mercado do aço importado.

“A companhia também está trabalhando ativamente para reduzir os níveis de estoque, com uma diferença deliberada entre os volumes vendidos e produzidos, o que deve favorecer a dinâmica do capital de giro daqui para frente”, avalia o Citi.

Para o banco, o segmento de cimento deve continuar se beneficiando da estratégia em andamento de priorizar valor em vez de volume, com uma receita por tonelada maior mais do que compensando os menores volumes expedidos. Essa disciplina de preços reforça o compromisso da administração com a melhoria da rentabilidade.

Além disso, as divisões de logística e energia devem contribuir de forma consistente para o resultado consolidado, sem grandes surpresas esperadas em nenhum dos dois segmentos no trimestre, afirma o Citi.

E a mineração?

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Para a CSN Mineração, o BTG projeta receita líquida de R$ 4,25 bilhões, avanço de 5% na comparação anual. Por outro lado, o Ebitda deve recuar 20%, para R$ 1,02 bilhão, em meio ao aumento dos custos, enquanto os volumes de minério devem cair 3%. O lucro líquido é estimado em R$ 499 milhões.

Segundo o banco, os resultados das empresas de materiais básicos sob sua cobertura no 2T26 devem ser mais fracos, com fatores como a inflação de custos, a valorização do real e as receitas pouco pressionadas pela estabilidade dos preços das commodities litando o desempenho de boa parte das companhias. A recomendação para CMIN3 segue neutra pelo BTG.

O Citi considera que CSN Mineração deve ser o ponto mais fraco do trimestre. “Os preços realizados foram pressionados pelos custos de frete, que ficaram aproximadamente US$ 9 por tonelada mais altos durante o trimestre”, afirma.

O Citi tem recomendação neutra tanto para CSN quanto para a divisão de Mineração.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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