CSN (CSNA3) sonda rivais para venda de até 100% do negócios de siderurgia, diz jornal
A CSN (CSNA3) já está sondando potenciais compradores para o desinvestimento em seu negócio de siderurgia. De acordo com o Valor Econômico, a companhia fez contatos informais com concorrentes para mapear potenciais interesses. A expectativa é que a contratação de uma assessoria ocorra em breve.
Fontes ouvidas pelo jornal apontam que a CSN pode se desfazer de até 100% da operação siderúrgica, dando andamento ao plano de revisão estratégica de ativos.
Neste mês, a CSN anunciou ao mercado o início de um plano para venda de parte de seus ativos importantes, com o objetivo de reduzir dívidas e fortalecer a saúde financeira da empresa.
Conforme aprovado pelo conselho de administração, a CSN pretende diminuir entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões do endividamento da companhia ainda neste ano. A ideia é que, com menos dívidas, a CSN possa focar em negócios mais lucrativos e com maior potencial de crescimento.
Os desinvestimentos da CSN
Nas demais frentes de desinvestimento, a CSN conta com assessoria do Morgan Stanley no segmento de cimentos, negócio que a companhia pretender vender o controle.
Também está no radar do grupo a venda de uma fatia relevantes dos ativos de infraestrutura. Segundo apuração do Valor, a ideia nesse caso é se desfazer de 20% a 30% da operação, com um novo sócio no negócio. Para esta frente, a CSN conta com a assessoria do Bradesco e Citibank.
Tanto para cimento quanto infraestrutura, o jornal aponta que a CSN visa assinar um acordo de venda no terceiro trimestre deste ano, sendo que já existem conversas em andamento.
Com menos dívidas, a CSN quer focar em negócios mais lucrativos e com maior potencial de crescimento. A empresa espera que essa estratégia permita, em até oito anos, alcançar o potencial de dobrar o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e atingir uma alavancagem sustentável em torno de uma vez a sua relação dívida líquida/Ebitda.
S&P rebaixa rating
Na última semana, a agência classificadora de riscos S&P Global rebaixou a nota de crédito da CSN de ‘BB-’ para ‘B+’ na escala global, tendo em vista os riscos de execução e prazo do plano anunciado pela companhia para redução da alavancagem.
Atualmente, os analistas da S&P Global projetam uma alavancagem ajustada acima de 5,0 vezes em 2026, na ausência da venda de ativos.
“Embora reconheçamos os esforços da empresa para melhorar sua estrutura de capital e reduzir a carga de juros, acreditamos que há riscos para a execução tempestiva dessas transações expressivas, o que pode postergar uma melhoria na alavancagem”, avaliam.
A agência colocou ainda uma perspectiva negativa, que indica uma em três chances de outro rebaixamento nos próximos 12 meses caso a ausência de vendas de ativos e uma piora do desempenho operacional mantenham a alavancagem acima de 5,0 vezes, enquanto a dívida de curto prazo significativa e as saídas substanciais de caixa com investimentos (capex) e juros pressionam a liquidez.