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CSN ganha novo preço-alvo do Banco Safra, após “resultados fortes em todos os segmentos”

16 out 2020, 10:58 - atualizado em 16 out 2020, 10:58
CSN CSNA3
Só alegria: CSN agrada o mercado com balanço forte no terceiro trimestre (Imagem: Facebook/ CSN)

A CSN (CSNA3) deixou os analistas bem impressionados com o balanço do terceiro trimestre, divulgado na noite de ontem (15). Entre os primeiros comentários divulgados nesta manhã, o destaque fica com o relatório do Banco Safra, que elevou o preço-alvo da siderúrgica de R$ 17,60, em 2020, para R$ 23 em 2021.

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O novo valor representa uma alta potencial de 18% sobre a cotação usada como referência pelo banco. Conrado Vegner e Victor Chen, que assinam a análise, reforçaram a recomendação de compra do papel.

A dupla argumenta que os resultados do terceiro trimestre mostram que o mercado brasileiro de aço está se recuperando dos impactos da pandemia de coronavírus. “Além disso, a CSN pode continuar a se beneficiar dos preços resilientes do minério de ferro”, acrescentam os dois.

“Ainda vemos espaço para mais valorização, mesmo após o excelente desempenho recente do preço das ações (+63% nos últimos 3 meses vs. -3% para o índice Ibovespa)”, completam.

Outro ponto que agradou o Safra foi a queda do nível de endividamento da CSN. A companhia fechou setembro com dívida líquida de R$ 30,6 bilhões, equivalente a 3,7 vezes o valor da empresa sobre ebitda (EV/Ebitda). Em junho, a relação era de 5,2 vezes. Além disso, a empresa informou que espera baixá-la para 2,5 vezes em 2021.

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Resultados

A CSN terminou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 1,2 bilhão, de acordo com o balanço divulgado nesta quinta-feira (15). A companhia tinha apresentado no mesmo período do ano passado um prejuízo de R$ 871 milhões.

A receita líquida apresentou alta de 45% no comparativo anual, com o valor chegando a R$ 8,7 bilhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado teve recorde de R$ 3,5 bilhões, avanço de 124% em relação ao montante de R$ 1,5 bilhão do terceiro trimestre de 2019. Segundo a CSN, o salto se deve a uma combinação melhor de volumes, preços e custos em todos os segmentos de atuação.

Veja o balanço divulgado na noite de ontem pela CSN.

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Diretor de Redação do Money Times
Ingressou no Money Times em 2019, tendo atuado como repórter e editor. Formado em Jornalismo pela ECA/USP em 2000, é mestre em Ciência Política pela FLCH/USP e possui MBA em Derivativos e Informações Econômicas pela FIA/BM&F Bovespa. Iniciou na grande imprensa em 2000, como repórter no InvestNews da Gazeta Mercantil. Desde então, escreveu sobre economia, política, negócios e finanças para a Agência Estado, Exame.com, IstoÉ Dinheiro e O Financista, entre outros.
marcio.juliboni@moneytimes.com.br
Ingressou no Money Times em 2019, tendo atuado como repórter e editor. Formado em Jornalismo pela ECA/USP em 2000, é mestre em Ciência Política pela FLCH/USP e possui MBA em Derivativos e Informações Econômicas pela FIA/BM&F Bovespa. Iniciou na grande imprensa em 2000, como repórter no InvestNews da Gazeta Mercantil. Desde então, escreveu sobre economia, política, negócios e finanças para a Agência Estado, Exame.com, IstoÉ Dinheiro e O Financista, entre outros.