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CSN: Planner indica que elevará preço-alvo da ação, após balanço “excelente”

19/10/2020 - 14:38
CSN
Enquanto o Ibovespa acumula queda de 14,4% neste ano, os papéis da companhia dispararam 38% em 2020 (Imagem: CSN/Divulgação)

O resultado da CSN (CSNA3) do terceiro trimestre confirma o bom o momento vivido pela empresa neste ano: enquanto o Ibovespa (IBOV) acumula queda de 14,4%, os papéis da companhia dispararam 38% no período.

O salto no preço das ações fez com que a Planner sinalizasse uma possível elevação do preço-alvo da mineradora, que era de R$ 17 por ação (potencial de alta em 15% quando o relatório foi emitido).

Para a corretora, os resultados da CSN foram excelentes. “Os números mostraram um forte aumento na receita, nas margens e no lucro líquido. Isso foi consequência dos maiores volumes vendidos e preços mais elevados no segmento de mineração e também na siderurgia”, disse o analista Luiz Francisco Caetano, que assina o documento.

Além disso, ele cita a desvalorização do real, que contribui para aumentar a competitividade do produto no mercado internacional.

A grande questão é saber se a demanda irá perdurar por mais tempo. Segundo Caetano, o boom do minério de ferro deve continuar até, pelo menos, o primeiro trimestre de 2021.

“Os preços elevados na China, juntamente com o real desvalorizado, somado à normalidade da produção, devem continuar permitindo bons resultados para este segmento da CSN”, argumentou.

Em conferência com investidores, a empresa já afirmou que irá aproveitar o momento e aplicar um novo ajuste de preços em novembro.

“Hoje o prêmio é negativo em laminados a quente e a frio da ordem de 5% a 6%, permitindo, sim, um novo aumento…Vamos aumentar em 10% em novembro (os preços de aços planos) e 7,5% no (aço) zincado”, disse o diretor comercial da CSN, Luis Fernando Martinez, referindo-se à diferença de preço entre o aço produzido no Brasil e o importado, que segue mais caro que o nacional.

A empresa também vai aumentar os preços de aços longos em novembro, em 10%, disse.

Números

A CSN reverteu o prejuízo e fechou os meses de julho, agosto e setembro com um lucro de R$ 1,2 bilhão e Ebitda, que mede o resultado operacional, recorde de R$ 3,5 bilhões, avanço de 124%.

O volume vendido de aço pela CSN foi de 1.278 mil toneladas, com crescimento de 19,2%, principalmente pelo salto de 23,2% das vendas no mercado interno

CSN
No trimestre, a CSN conseguiu uma redução de 7,6% (R$ 2,5 bilhões) em seu endividamento líquido (Imagem Facebook)

A receita da siderurgia no terceiro trimestre foi de R$ 4,6 bilhões, valor 37,1% maior que no ano passado.

“Este aumento foi consequência do incremento dos volumes e também dos preços, que tiveram uma alta média de 15%”, afirmou.

Dívidas

No trimestre, a CSN conseguiu uma redução de 7,6% (R$ 2,5 bilhões) em seu endividamento líquido, em função da redução na necessidade de capital de giro.

“Além disso, a empresa está prevendo uma queda ainda mais expressiva, possivelmente com a venda em bolsa de uma participação na sua área de mineração, que pode levar sua relação dívida líquida/EBITDA para 2,5x ao final de 2020”, pontuou.

A Planner prevê que o IPO da CSN Mineração saia ainda no quarto trimestre de 2020, “considerando a redução nas expectativas de endividamento da empresa para o final do ano”.

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Última atualização por Renan Dantas - 19/10/2020 - 14:45