ImóvelTimes

Cury (CURY3) lidera momento de lucros entre construtoras, aponta BBI; confira as projeções

20 fev 2026, 15:26 - atualizado em 20 fev 2026, 15:26
Construção civil construtoras (Imagem: Drazen_/istockphoto)
Cury deve ser o destaque do 4T25; BBI reduz projeções para Cyrela, Eztec e Plano&Plano (Imagem: Drazen_/istockphoto)

A prévia de resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25) reforçou o bom momento da Cury (CURY3) em relação a outras construtoras, segundo relatório publicado pelo Bradesco BBI.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De acordo com os analistas Bruno Mendonça e Wellington Lourenço, que assinam o documento, a companhia, que é focada em habitação popular, deve apresentar uma forte expansão de lucros entre 2026 e 2027, na casa de 19%, acompanhada de um dividend yield próximo de 8% no período.

“A Cury apresenta o melhor momentum de lucros no curto prazo. Em termos de números, nossa prévia do 4T25 indica que a empresa deve ser o destaque do setor [na temporada de balanços]”, escreveram.

A expectativa do BBI é de que a construtora registre lucro líquido de R$ 259 milhões entre outubro e dezembro passados, com crescimento anual de 56%, 4% acima do consenso e margens estáveis em torno de 40%.

A empresa divulgará seu balanço do 4T25 no próximo dia 10 de março.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Cyrela, Eztec e Plano&Plano

Os analistas também atualizaram as estimativas para as construtoras sob cobertura, incorporando dados operacionais do último trimestre e novas projeções macroeconômicas.

Como resultado, reduziram as projeções de lucro líquido para 2026 e 2027 em 8% para Cyrela (CYRE3) e Eztec (EZTC3), que são do segmento de média e alta renda, e em 10% para Plano&Plano (PLPL3), voltada à habitação popular.

Na avaliação do BBI, a Cyrela deve apresentar lucro ajustado de R$ 651 milhões no 4T25, cerca de 28% acima do consenso, enquanto a Eztec pode registrar queda anual de 9%.

No caso da Plano&Plano, a casa projeta uma compressão de margem de três pontos percentuais no ano, refletindo políticas comerciais mais agressivas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“PLPL3 fica atrás com compressão de margem devido a políticas comerciais agressivas nas vendas do quarto trimestre, mas isso não é uma preocupação estrutural e é algo majoritariamente precificado”, apontou o relatório.

Construção civil segue dividida

A leitura do banco é de que a construção civil no Brasil permanece estruturalmente segmentada. De um lado, a habitação popular ligada ao programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) deve manter forte demanda ao longo de 2026, sustentada por funding do FGTS estimado em R$ 188 bilhões.

Do outro, o segmento de média e alta renda enfrenta um ambiente ainda incerto. “A desaceleração das vendas após anos de demanda resiliente, somada à menor acessibilidade ao crédito, começa a limitar a capacidade de compra dos consumidores, o que se traduz em vendas de estoque menores”, afirmou o BBI.

Ainda assim, os lançamentos seguem resilientes, o que, na avaliação da casa, deve ser suficiente para sustentar o cronograma operacional das companhias ao longo de 2026.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar