Cyrela (CYRE3): Ações recuam até 3% após prévia do 4T25; o que dizem os analistas?
As ações da Cyrela (CYRE3) operam em queda na bolsa de valores nesta sexta-feira (16) e figuram entre os destaques negativos do pregão.
Por volta das 10h50 (horário de Brasília), os papéis da construtora caíam quase 3% na B3, negociados a R$ 24,22. Acompanhe o tempo real.
O movimento ocorre após a empresa divulgar sua prévia operacional do quarto trimestre de 2025 (4T25), que trouxe “números modestos”, na avaliação do Bradesco BBI.
No período, os lançamentos da Cyrela somaram R$ 3,31 bilhões em valor geral de vendas (VGV), excluindo permutas, referentes a 21 projetos. O volume representa queda de 32% na comparação anual e de 3% em relação aos três meses anteriores.
Do total lançado, 46% correspondem a projetos de alta renda, 35% de renda média e 19%, de baixa.
Já no acumulado de 2025, os lançamentos da construtora atingiram R$ 12,97 bilhões, um avanço de 35% frente a 2024.
Desaceleração da velocidade de venda
Entre outubro e dezembro, as vendas líquidas totalizaram R$ 2,37 bilhões, também excluindo permutas, o que representa recuo de 33% na comparação anual e queda de 4% em base trimestral.
Já a velocidade de vendas (VSO) caiu para 45,2% nos últimos 12 meses, uma redução de 9,8 pontos percentuais em relação ao ano anterior.
Considerando apenas os lançamentos do 4T25, a VSO foi de 38%, abaixo dos 41% registrados no 3T25 e dos 57% do 4T24.
Apesar do desempenho, o Bradesco BBI afirmou que mantém visão positiva para a ação, destacando que a Cyrela negocia a um múltiplo atrativo de preço/lucro (P/L) estimado para 2026 de 5 vezes.
A casa também disse que espera números financeiros sólidos no balanço oficial quarto trimestre, apoiados pela aceleração do reconhecimento de receita (PoC) de projetos relevantes.
Visão do BTG
O BTG Pactual, por sua vez, ressaltou que os resultados operacionais da Cyrela no 4T25 foram fracos, mas amplamente em linha com as estimativas, principalmente em razão da desaceleração da velocidade de vendas.
“No geral, já prevíamos um trimestre mais fraco, com uma desaceleração na velocidade de vendas. Embora os lançamentos tenham continuado a apresentar bom desempenho, as vendas de estoque ficaram aquém do esperado”, disse o banco em relatório.
“No entanto, a companhia vendeu 38% dos projetos lançados no 4T25, ante 41% no 3T25, indicando demanda relativamente saudável”, pontuou.
A casa também reiterou a recomendação de compra para a construtora devido ao posicionamento considerado dominante no mercado de alta renda e à crescente exposição ao Minha Casa, Minha Vida (MCMV), por meio da marca Vivaz.
O BTG ainda destacou que a ação negocia a um múltiplo de 5,5 vezes o lucro estimado para 2026. O preço-alvo é de R$ 32, o que representa potencial de valorização de cerca de 32% em relação à cotação atual.