Da caça a pokémons ao treinamento de robôs: dados coletados no Pokémon Go alimentam robôs de entrega nos EUA
O ano de 2016 pode trazer lembranças bem diferentes: para alguns, o período da adolescência, quando a maior dúvida era qual filtro do Snapchat usar. Para outros, um momento tenso da vida adulta com o Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia. Seja qual for sua memória, com certeza, você lembra do maior acontecimento do ano: o Pokémon Go.
Encontrar alguém na rua com um celular na mão significava que a pessoa provavelmente estava caçando pokémons. Uma década depois, todo esse esforço pode acabar ajudando robôs a entregar sanduíches.
Pokémon Go ajudará no treinamento de robôs
Apesar de a Nintendo ser dona da franquia do Pikachu, parte da equipe que ajudou a desenvolver o Pokémon Go foi a Niantic Spatial.
Nesta semana, a internet descobriu que essa empresa fechou recentemente um acordo para treinar robôs de entrega de comida usando dados coletados do jogo.
Supostamente, a Niantic criou um modelo de inteligência artificial (IA) que consegue geolocalizar com a precisão de centímetros. Isso porque ela usa mais de 30 bilhões de imagens capturadas por jogadores.
Niantic quer juntar o útil ao agradável
A Coco Robotics, empresa apoiada pelo CEO da OpenAI, Sam Altman, pretende usar essa tecnologia para treinar cerca de mil robôs a navegar melhor por Los Angeles, Chicago e outras cidades norte-americanas onde opera.
A expectativa é que o modelo da Niantic Spatial ajude principalmente em áreas urbanas onde prédios altos atrapalham o sinal de GPS.
Em 2020, o Pokémon Go lançou um recurso chamado “Pesquisa de Campo”, que incentivava a coleta de imagens ao recompensar usuários por escanear pontos turísticos e locais do mundo real.
E eles mantiveram isso em segredo até 2024, quando a Niantic anunciou que pretendia usar os dados do jogo para criar um sistema de navegação.
A ambição da companhia é construir um mapa em tempo real de todo o planeta, segundo um executivo da empresa em entrevista à MIT Technology Review.